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	<title>Guerrilha Gig</title>
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		<title>Como foi o Grito Rock Franca 2013 (Domingo)</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 22:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Ruiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[                  Desde que eu comecei a ajudar o Guerrilha Gig &#8211; em meados de 2010 &#8211; o coletivo demonstrava um grande interesse em conseguir viabilizar  nossas ações com música independente em algum local público  gratuito à população. No decorrer dos anos, esse  interesse &#8216;guerrilheiro&#8217; aumentava cada vez [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>                  Desde que eu comecei a ajudar o Guerrilha Gig &#8211; em meados de 2010 &#8211; o coletivo demonstrava um grande interesse em conseguir viabilizar  nossas ações com música independente em algum local público  gratuito à população. No decorrer dos anos, esse  interesse &#8216;guerrilheiro&#8217; aumentava cada vez mais. E foram várias tentativas. Finalmente,  na nossa 4ª edição do Grito Rock na cidade, tivemos esse sonho realizado. No domingo, unimos força com a produção cultural feita pelo pessoal do <a href="http://www.facebook.com/CorredorCulturalDeFranca?group_id=0" target="_blank">Corredor Cultural de Franca</a> e  realizamos o Grito Rock na praça Carlos Pacheco, na rua Simão Caleiro, onde além das atrações musicais tivemos dança do ventre, teatro, capoeira, exposições, cineclube, fanzine e chuva. Sim, de novo, chuva.  E o público francano mostrou, mais uma vez, que não é a chuva que impediria o pessoal de sair de casa. Nossa tenda de 100m² ficou pequena pro pessoal que ali estava. E quando a chuva foi embora, a praça ficou  ainda mais lotada, se liga nessa foto: </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/intro.-domingo.jpg"><img class=" wp-image-1088 aligncenter" alt="intro. domingo" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/intro.-domingo.jpg" width="576" height="432" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: left;">Lá pelas 15hrs então, enquanto a querida Angela Pimenta e o Daniel Aguiar conversavam com o público, lá no palco, eram feitos os últimos ajustes para estréia do Grupo de RAP francano: Rito Urbano.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Rito Urbano</strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/rito.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1089" alt="rito" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/rito.jpg" width="346" height="194" /></a></p>
<p style="text-align: left;">                Fiquei extasiado. Não conheço quase nada de RAP e rimas, todavia senti uma sinceridade que eu nunca vi em nenhum artista francano nesses 5 anos de residência aqui na cidade. Além da sinceridade, destacaria outro elemento no grupo: a composição de instrumentos. São 3 caras: Ramon Paradiso nas rimas,  Adriano Chiarella na guitarra (com bases bem abrasileiradas), e Francisco Rinaldi no beatbox. Combinação essa que deu uma característica bem única pros caras e uma mobilidade musical bem interessante. </p>
<p>                 E  ainda mais surpreendente é o que vos digo agora: foi a primeira apresentação dos meninos. O que não os deixou ansiosos. Pelo menos essa ansiedade não foi perceptível pelo público em geral. Rito Urbano foi capaz de criar uma atmosfera intimista com rap.s carregado de letras indagadoras e mensagem de paz e  união.  No final da apresentação ainda fomos presenteados com belas rimas improvisadas pelo Ramon, que mostrou que além das composições pré-apresentações, também domina o improviso, característico do RAP. </p>
<p style="text-align: left;"><strong>Oito Mãos<br /><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/oito-maos.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1092" alt="oito maos" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/oito-maos.jpg" width="346" height="259" /></a><br /></strong></p>
<p style="text-align: left;">                   Falar do show do Oito Mãos no Grito Rock Franca 2013 sem falar na condição meteorológica é impossível. Desde a passagem de som, até a saída dos caras do palco a Praça Carlos Pacheco, no centro de Franca, foi dominado por MUITA CHUVA. Não é brincadeira não, foi MUITA CHUVA MESMO, tempestade diria eu. Tudo ficou cinza, o vento da água entrava por tudo quanto é lado.  E mais um vez, o público francano mostrou sua força, sua beleza. Todo mundo apertadinho no show do Oito Mãos, que veio de lá de Campinas pra enriquecer nosso festival. Claro, ninguém queria perder a apresentação dos caras que era pura vontade em cima do palco, muita volúpia. </p>
<p style="text-align: left;">               Sempre quis dizer isso numa resenha, e achei um show perfeito pra exemplificar: Oito Mãos botou todo mundo pra dançar. Debaixo de muita chuva, um show cheio de tesão, e uma empolgação que foi super bem recebida pela platéia, que assistia e dançava música por música, muito atenta. A banda é uma mistura de rock e ritmos brasileiros, com um dialogo muito legal entre as guitarras, bem definidas  e entrosadas. </p>
<p style="text-align: left;"><strong>SantaGrama<br /><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/santagrama.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1091" alt="santagrama" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/santagrama.jpg" width="346" height="259" /></a><br /></strong></p>
<p style="text-align: left;">                      SantaGrama foi outro grupo francano com estréia em palcos. Aliás, aproveito o momento pra dizer que estamos muito felizes de existirem novos artistas francanos que façam som autoral, e dessa maneira, saim da mesmice mecânica do cover. E felizes também, por conseguir viabilizar uma estrutura bem legal para esses artistas terem espaço dentro da nossa cidade.  </p>
<p style="text-align: left;">              SantaGrama faz um reggae do interior,  com uma viola afiada nos solos. A chuva agora ficava mais calma, mas o público dançava ainda mais. Apesar da primeira apresentação, SantaGrama nao deixou nada a desejar e com muita responsabilidade e bons músicos, realizou um show de alta performance.  Aliás, seu reggae interiorano foge, até certo ponto, de um  reggae digamos &#8216;tradicional&#8217; e volto a frisar a presença da viola enquanto elemento distintivo na sua música. </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"><strong>Leitonez<br /><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/leitonez.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1090" alt="leitonez" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/leitonez.jpg" width="346" height="259" /></a><br /></strong></p>
<p style="text-align: left;">                   Leitonez é prata da casa: já há alguns anos é  um dos mais renomados artistas francanos. Com um talento e musicalidade indiscutíveis,  o músico poucas vezes realizou apresentações somente com suas próprias músicas. Fomos atrás dele, que se mostrou super aberto a nossa proposta do som autoral e o resultado foi a finalização do Grito Rock Franca 2013 com chave de ouro. </p>
<p style="text-align: left;">                     O cara é o produto dos mais variados estilos e ritmos brasileiros, e seu repertório carrega esse mistura. Com letras &#8216;cabeça&#8217;  e  uma banda extremamente poderosa  (Cizin é, na minha opinião, o melhor baterista de Franca), Leitonez agradou gregos e troianos. Nessa hora, sem chuva e com a praça lotadíssima, tivemos a certeza de dever cumprido. </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;">OBS:  Pessoal, cabe lembrar aqui que dia de domingo do Grito Rock só foi possível graças a nossa união ao movimento corredor cultural de Franca. Graças a eles, nos intervalos das apresentações tivemos dança do ventre, teatro, capoeira, lançamento de zine. Todas essas expressões artísticas enriqueceram o festival de uma maneira única. E merecem destaque em outros textos. </p>
<p style="text-align: left;">OBS: O Grito Rock Franca 2013 só foi possível graças a abertura e apoio da FEAC. Agradecemos a sinceridade e atenção de seus gestores. </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
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		<title>Como foi o Grito Rock Franca 2013 (Sábado)</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 18:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tuba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[            No fim de semana passado (02 e 03 de Março), aconteceu em Franca a quarta edição do Grito Rock, evento que ocorre em mais de 300 cidades espalhadas por 30 países, e que ao contrário do que sugere o nome, não preza só pela divulgação do rock como gênero [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>            No fim de semana passado (02 e 03 de Março), aconteceu em Franca a quarta edição do Grito Rock, evento que ocorre em mais de 300 cidades espalhadas por 30 países, e que ao contrário do que sugere o nome, não preza só pela divulgação do rock como gênero exclusivo. A origem do título remete a um trocadilho com o Grito de Carnaval, quando em uma Cuiabá de 2003, o pessoal do coletivo Espaço Cubo pensou em criar um carnaval que fugisse do &#8216;predomíniopólio&#8217; dos gêneros de sempre: samba, axé, eletromelodybregapop paraense, etc etc.</p>
<p>            Desde que se firmou como projeto integrante do circuito Fora do Eixo, o movimento busca aproveitar o momento em que o Carnaval fagocita as atenções aqui pelas terras tupiniquins, para por em circulação bandas autorais dispostas a rodar pelo país apresentando seu trabalho. Embora em algumas cidades o evento já conte com um histórico de 11 realizações consecutivas, aqui por Franca, o projeto que começou faz pouco tempo, e que engatinha de tão recente, já se firma solidamente no palco dos eventos culturais da cidade, dando mostras da competência dos seus organizadores.</p>
<p>             Além da tradicional organização do evento, realizada pelo coletivo Guerrilha Gig, este ano o evento juntou esforços dos organizadores do Corredor Cultural de Franca: evento que ocorre num domingo de cada mês e cujo foco é ocupar espaços públicos com apresentações artísticas. Além desses esforços em conjunto, nesta quarta edição, uma parceria sólida foi firmada com a prefeitura da cidade &#8211; via seu órgão de fomento à cultura, FEAC &#8211; para tornar o evento parte integrante do painel cultural oficial de Franca e garantir uma bela parceria que a todos agrada e promete render muitos frutos.</p>
<p>            Não é pouco o peso de ações como essa. Assistimos (de muito bom grado) à sociedade civil que se organiza ser apoiada pelo poder público, justamente onde mais necessita de apoio: na parte logística. Ações como as que o pessoal do GG e do Corredor levam adiante atestam como há, sim, uma bela margem de liberdade de iniciativa de indivíduos que, desde que baseada em atitudes coerentes e num mínimo de bom gosto, podem dar certo e inclusive receber apoio institucional, ainda que incipiente.</p>
<p>            Neste ano, o primeiro dia do evento aconteceu no A.A. Francana, histórico clube da cidade que já abrigou o <a href="http://blog.guerrilhagig.com/2012/12/zonafranca/" target="_blank"><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;">“Zona Franca”</span></a>, outro evento do Guerrilha Gig e que fica bastante perto da praça que serviu como local para o segundo dia de Grito Rock. Juntos, esses dois locais, por sua vez, ficam próximos à Rua Simão Caleiro, que tradicionalmente acolhe os eventos do Corredor Cultural todo mês. Falado tudo isso, aí vai o que realmente importa: está ocorrendo uma revitalização cultural dessa área central da cidade através do empenho e da atitude criativa desses indivíduos bem dispostos. É meus caros, quem viveu, viu. Franca parece estar mudando de ares com ações como essas, e isso é muito bem vindo para todos nós, publico que tem o prazer de aproveitar esses espaços.</p>
<p>            Talvez a apresentação do Grupo Ato de teatro tenha resumido bem o propósito de eventos como os que estão acontecendo em Franca. No primeiro dia de evento, e durante o intervalo de uma das bandas, os atores segredavam ao público estarem cansados de viver em Franca, uma cidade em que nada acontece; e lançavam à plateia, à queima roupa, a pergunta: “Mas mudar daqui ou mudar aqui?”. Pelo que parece, a resposta para essa pergunta já esteja sendo botada em prática, dentre outras, pelas mesmas pessoas que a indagavam.</p>
<p>            Quatro bandas &#8211; todas autorais &#8211; se apresentaram no sábado do dia 02. A primeira a subir no palco, por volta das 16 horas, foi <a href="http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/fullgas/" target="_blank"><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;">“Fullgas”</span></a>: prata da casa, um grupo de rock com pegada hardcore presente na cena musical de Franca e outras paragens desde 2006 – descontando um hiato de três anos longe dos palcos. Em seguida se apresentou o pessoal do “Vindos da Mata” (<a href="http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevistavindosdamata/" target="_blank"><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;">veja a entrevista</span></a>), banda de reggae da cidade de Batatais, nas cercanias de Franca. O terceiro grupo a se apresentar foi o Tupi Balboa (<a href="http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-tupibalboa/" target="_blank"><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;">veja a entrevista</span></a>), power trio de rock oriundos de Santa Rita do Sapucaí-MG, mas que atualmente estão sediados em São Paulo. Fechando a noite e encerrando o primeiro dia de evento com som de ouro, Zonbizarro (<a href="http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-zonbizarro/" target="_blank"><span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;">veja a entrevista</span></a>), outro power trio de rock (também de uma cidade mineira &#8211; dessa vez de Belo Horizonte) &#8211; deu o toque de encerramento oficial com seu som sem comparações. Durante todos os intervalos, houve discotecagem a cargo do pessoal do Paz e Dub Seletores, tocando o que há de mais fino dos ritmos caribenhos e a supracitada apresentação do Grupo Ato de teatro. Embaixo vai a descrição mais detalhada de cada apresentação, confiram!</p>
<p><b>Fullgas<br /></b><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/406360_10151480452186484_1211317974_n.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1080" alt="406360_10151480452186484_1211317974_n" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/406360_10151480452186484_1211317974_n.jpg" width="346" height="259" /></a></p>
<p>            A chuvinha lá fora, só na espreita &#8211; de praxe quando há eventos culturais &#8211; desaba no comecinho do show, forçando (numa sacada meteorológica) todo mundo a se abrigar no interior do salão de festas do clube. Ainda há poucas pessoas no evento, que apenas começara, mas já dá pra prever que a galera vai colar em peso no decorrer do dia. No palco, a banda francana Fullgas toca seu som que destila influências. Formado em 2006, o grupo sofreu alterações de integrantes durante o percurso e viveu um tempo ausente dos palcos; mas, juntos na nova formação, a banda revela sua versatilidade e bom gosto musical.</p>
<p>            São quatro integrantes: baixo, guitarra, vocal e bateria. No começo, ainda frios, as duas primeiras músicas pareceram não ter saído do jeito que os caras gostariam. Mas depois que eles descabaçaram o festival e já estavam mais à vontade, a banda deslanchou e voou longe. O vocal e o guitarrista são bastante performáticos encima do palco; combinam suas expressões corporais muito bem com a pegada do som. Os vocais de apoio do guita marcam os momentos altos dos refrões que grudam na cabeça. A voz principal não se destaca mais do que outras vozes do circuito hardcore, o que, de certa maneira, nesse meio, é até um charme ao invés de um defeito.</p>
<p>            O instrumental, forte da banda, é muito bom e bastante variado. Embora tenham uma pegada marcadamente hardcore, é possível distinguir uma miríade de outros ritmos do rock, o que contribui horrores para que a sonoridade da banda seja agradável aos ouvidos mais distintos. Os riffs são marcantes, melódicos e muito bem bolados. A cadência da guitarra às vezes lembra a de um trem feroz, bufando de raiva em busca do descontrole. Com a distorção no talo, o guita abraça com fé a treta de levar o som arranhento sozinho, dispensando outra guitarra no palco. O baixo e a bateria não ficam atrás, preenchendo o ambiente enquanto acompanham a guitarra muito bem.</p>
<p>            As músicas &#8211; reflexo da boa mistureba musical dos caras &#8211; não ficam só na monotonia hardcoriana, oferecendo-se bastante variadas a quem se deixar levar pelos embalos melódicos do conjunto. A banda passaria agradavelmente despercebida como uma banda independente. Seu som, agressivo, mas agradável, poderia fazê-los passear tranquilos por espaços já solidificados por bandas como o Deadfish, para ficarmos num só exemplo.</p>
<p><b>Vindos da Mata<br /><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/vindos.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1081" alt="vindos" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/vindos.jpg" width="346" height="259" /></a><br /></b></p>
<p>            Após uma breve apresentação dos atores do Grupo Ato, o Paz e Dub Seletores &#8211; coletivo musical que, além de organizar eventos, discoteca uma sonzeira nas suas picapes – azeitou o público para a próxima apresentação, botando todo mundo pra dançar ao som de dubs, earlyreggaes e outros gêneros jamaicanos. Nada mais conveniente quando se trata de uma banda de reggae ser a próxima a se apresentar. No palco, a bandeira da banda já chamava a atenção do público que passava por ali a caminho do bar, revelando o nome da banda em tons de vermelho e verde sobre um fundo amarelo.</p>
<p>            Vindos da mata é uma banda vinda – perdão pelo trocadilho &#8211; de uma das cidades da região de Franca: Batatais. Seus integrantes afirmam ter bastante influência do jazz e do rock, além de claro, muito domínio no ritmo jamaicano que botou Bob Marley no alto do showbiz mundial. A outra influência estava estampada na camiseta de um dos músicos em caracteres que se juntavam para dizer “Aqui é ganja”. O grupo conta com 8 integrantes: um trompetista, um trombonista, um saxofonista, um tecladista, um guitarrista (também vocalista), um baixista, um baterista e um percussionista.</p>
<p>            Ver o show do Vindos da Mata é assistir a uma apresentação de uma big band de reggae. É muito prazeroso ver os metais em ação, ao vivo. E lá estão eles a se destacar quando o show começa com o cair da noite. É inevitável ser capturado pela atração que eles exercem, ainda mais quando a música de abertura da banda puxa prum Skatalities com pegada de afrobeat aqui e acolá.</p>
<p>            Infelizmente essa pegada inicial de ska e afrobeat não foi mantida pelo decorrer do show. Mas os caras não deixaram por menos. Seu som marcado pelo tradicional do reggae, tanto nas letras quanto no instrumental, era elevado à terceira potência pela presença de palco dos músicos. É indescritível a energia emitida por aquele tanto de gente entrosada encima de um palco. A plateia sacou de cara e se pôs a gingar pra lá e pra cá, num ritmo de união entre físico e sensorial.</p>
<p>            Falando em entrosamento, a banda é impecável em termos de coesão entre os músicos. Ninguém pretende se destacar mais do que ninguém &#8211; descontando o fator hipnótico natural dos metais, claro. Durante os intervalos entre as músicas, a banda atacava um dub com baixo e bateria solando sozinhos, enquanto os demais integrantes soltavam as rédeas da expressão corporal, dançando o que viesse na cabeça e que desse vontade de por pra fora.</p>
<p>            É com certeza uma banda para se ver e ouvir. O show pinga emoção e empolgação. Esperamos que Batatais nos presenteie com mais gerações de bons e empolgados músicos como os do Vindos da Mata.</p>
<p><b>Tupi Balboa<br /><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/tupi.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1083" alt="tupi" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/tupi.jpg" width="346" height="259" /></a><br /></b></p>
<p><b></b>            O som do Tupi Balboa pode ser resumido em duas atitudes que nem sempre combinam quando juntas: virtuosismo e suingue. A chuva apertava lá fora, e no palco, o power trio já atacava suas primeiras composições.  Uma guitarra, um baixo e uma bateria. Pouca gente, sonzeira de um batalhão.</p>
<p>            Quebrando estereótipos, os caras conseguiam fazer dois fatores isolados se juntarem: um som com muita pegada negra, suingada, no melhor estilo do funk, e uma técnica que beira a obsessão. Com toda essa energia do funk saindo de seus instrumentos, o grupo dispensa bem dispensado a necessidade de um vocalista.</p>
<p>            A plateia parece ter aprovado a mudança total de clima. Afinal, esse é um dos propósitos do evento: divulgar bandas independentemente de suas vertentes musicais. O mesmo público que até pouco dançava ao som do ritmo jamaicano, agora assistia atenciosamente ao som com muita pegada do Tupi.</p>
<p>            O guitarrista se destaca nitidamente no palco. Além de ter um domínio surpreendente do instrumento, ele não dispensa uma boa presença de palco. O baixo segue a linha funkeada da guita e bateria vem arrasando tudo lá de trás. Quem viu, notou: o baterista, na ultima música, rufa a caixa num crescendo em frenesi animal, entrando no momento certo, impecável, extasiado de si mesmo. Coisa linda de se ver.</p>
<p>            Quando você menos espera, um clima brazuca entra no lance todo; uma mistura de baião com sambinha quebrado, regado a muito funk, confirma a vocação a que o título abençoa os integrantes: dois mundos se fundindo; um com um os pés aqui no Brasil &#8211; mais especialmente no trajeto Santa Rita de Cássia-MG – São Paulo-SP –, e outro com os pés fincados na terra que, além do cinema dos Balboas da vida, encheu o mundo da música com os ritmos negros mais variados.</p>
<p>            Tupi Balboa é uma banda que mescla dualidades, sempre jogando com uma e outra influência. Do interior à capital. Do nacional ao internacional. Do samba ao funk. Virtuosismo e suingue. Técnica concentrada e presença de palco. Enfim, é uma banda que só vendo para podermos tirar algum tipo de conclusão que, do contrário, seria não menos que precipitada.</p>
<p><b>Zonbizarro<br /><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/zonbizarro2.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1082" alt="zonbizarro2" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/03/zonbizarro2.jpg" width="346" height="259" /></a><br /></b></p>
<p>            Caminhamos para o final do evento. As pessoas já começam a debandar, uma pena, pois as que se vão estriam prestes a presenciar um dos melhores shows que Franca já teve o prazer de receber. Alguns fortes resistem, e ainda assim, há uma considerável aglomeração de pessoas que a essa altura, bastante à vontade, se sentam no chão, bem próximos ao palco, dando um clima bem intimista a ultima apresentação da noite.</p>
<p>            É muito difícil descrever o som que o Zonbizarro toca. Algumas dicas e tentativas de comparação podem ajudar, mas correm sempre o risco da imprecisão. Uma coisa é certa: o som é pesadíssimo. As influências pairam sobre tudo o que há do melhor sendo feito no rock de ultimamente. O virtuosismo exala de todos os integrantes.</p>
<p>            Cena: guitarrista fritando, com reverbs delayzados no máximo, um som que lembra And So I Watch You From Afar; baixista mandando uns slaps frenéticos; baterista tocando um som quebradíssimo com suas baquetas. Isso descreve razoavelmente bem o visual da banda. O som, isso já é outro assunto.</p>
<p>            A música do grupo é complexa e pode não agradar a todos. Os de ouvidos treinados e acostumados ao mínimo de experimentação acharão o máximo, com certeza. Há diversas esferas na música desses mineiros de BH. Há, pairando no ar, enquanto eles tocam, ondas de som que nos fazem lembrar influências que vão do Metal, passam pelo Rock Clássico e pelos mais atuais, até cairem em cantigas de terror para assustar crianças.</p>
<p>            Eles nem apelam pruma presença de palco para criar a ambientação que desejam. Há um clima meio macabro que emana do som dos músicos, e que é extremamente difícil de distinguir de onde vem. O power trio &#8211; que tem vocal em algumas musicas &#8211; consegue mexer com você de um modo diferente, utilizando só a música. </p>
<p>             Mais que uma banda propensa a criar trilhas sonoras para filmes de terror, o Zonbizarro é uma banda que parece brincar com as influências que possui, atiçando a curiosidade dos ouvidos atentos da plateia. É uma banda para se assistir (ao vivo, de preferência), deixar cair o queixo enquanto atentamos para a agilidade das mãos em contato com os instrumentos, e sentir o clima denso que os músicos manejam com tamanha habilidade.</p>
<p>Escrito por: Thiago Panini Primolan (Tuba)</p>
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		<title>Brasil, Brasil &#8211; Documentário da BBC sobre a música brasileira</title>
		<link>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/brasil-doc-bbc/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2013 18:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Web TV]]></category>
		<category><![CDATA[bbc]]></category>
		<category><![CDATA[documentario]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
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		<category><![CDATA[musica brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[samba]]></category>

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		<description><![CDATA[    Este final de semana assistimos um ótimo documentário da BBC, que foi feito sobre a evolução da música brasileira no ultimo século, em uma série que passa por vários períodos da história brasileira. Desde os incentivos de Vargas ao carnaval brasileiro com tópicos da história nacional, passando pela jovem guarda, tropicália, Rock in Rio em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>    <a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/15_nacao_zumbi.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1069" alt="15_nacao_zumbi" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/15_nacao_zumbi-300x214.jpg" width="300" height="214" /></a>Este final de semana assistimos um ótimo documentário da BBC, que foi feito sobre a evolução da música brasileira no ultimo século, em uma série que passa por vários períodos da história brasileira. Desde os incentivos de Vargas ao carnaval brasileiro com tópicos da história nacional, passando pela jovem guarda, tropicália, Rock in Rio em 85 no final do governo militar e todos os entraves políticos que circundavam a produção musical nas dadas épicas. Muito bacana ver um documentário claro e sem direcionamentos, com informações coletadas sempre de vários lados e conjunturas históricas e regionais. </p>
<p>Toda a série da BBC foi compilada em 3 partes de 1 hora, assiste ai:</p>
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<p><strong>Episódio 01 &#8211; Do Samba À Bossa:</strong></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/9WOgH4gs0R8" height="305" width="540" frameborder="0"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Episódio 02 &#8211; A Revolução Tropicália:<br /><iframe src="http://www.youtube.com/embed/I4ErAXqoS20" height="305" width="540" frameborder="0"></iframe><br /></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Episódio 03 &#8211; Uma história de 4 cidades:<br /><iframe src="http://www.youtube.com/embed/BGf94kdPstg" height="305" width="540" frameborder="0"></iframe><br /></strong></p>
<p>Pra saber mais detalhes, <span style="color: #ff9900;"><a href="http://www.bbc.co.uk/musictv/brasilbrasil/" target="_blank"><span style="color: #ff9900;">veja no site oficial da BBC</span></a></span>, que também tem performances gravadas exclusivamente para o documentário de artistas como Carlos Lyra, Paulinho da Viola, Wilson Das Neves e Virginia Rodrigues. </p>
<fb:like href='http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/brasil-doc-bbc/' send='true' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida grande'></fb:like>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista Vindos da Mata (Batatais/SP) + Grito Rock Franca 2013</title>
		<link>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevistavindosdamata/</link>
		<comments>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevistavindosdamata/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Feb 2013 17:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Ruiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[grito rock]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Vindos da Mata é uma banda de reggae de Batatais/SP. Com um trabalho reconhecido tanto na região quanto  Estado de SP, a banda tem na carreira  importantes apresentações, inclusive passagens pelo SESC. Os caras responderam uma entrevista exclusiva pra equipe do Guerrilha:  &#160; Guerrilha Gig: Como e com qual intenção foi formada a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/vindos-da-mata.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1037" alt="vindos da mata" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/vindos-da-mata.jpg" width="518" height="345" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vindos da Mata é uma banda de reggae de Batatais/SP. Com um trabalho reconhecido tanto na região quanto  Estado de SP, a banda tem na carreira  importantes apresentações, inclusive passagens pelo SESC. Os caras responderam uma entrevista exclusiva pra equipe do Guerrilha: </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Guerrilha Gig:</strong> Como e com qual intenção foi formada a Vindos da Mata?<br /><strong>Vindos da Mata:</strong> No começo éramos poucos.. 4, 5 amigos de longa data.  Tocávamos hinos, e a batida Nyabinghi. Nos reuníamos para fazer música e somar nossas culturas. Aí, a banda se firmou, com o ideal de transmitir uma mensagem positiva e de paz, através do Reggae e de nossas raízes.  Tamo aí!</p>
<p><strong>Guerrilha Gig:</strong> Como vocês enxergam a cena autoral de Batatais? E a relação da produção cultural independente com o poder público?  Existem incentivos?<br /><strong>Vindos da Mata:  </strong>Em Batatais existem muitos talentos, em todos os âmbitos artísticos!! Na parte musical, a cena autoral é bem distante de espaços para apresentações e shows, pois muito se pede banda que toque músicas covers. Porém, a proposta do Vindos sempre foi a de levantar a bandeira do reggae original, mostrando nosso trabalho artístico e musical independente. Por parte do poder público, infelizmente, não há tanto incentivo. Acho que não há uma gestão política que acredite na cidade como um forte pólo cultural. Mas nós acreditamos!!! rsrs</p>
<p><strong>GG:  </strong>O que vocês acham da posiçaão do reggae hoje no Brasil?<br /><strong>VM:</strong> O Reggae, como sua própria característica de resistência, tem se mostrado muito forte. O Brasil é um país que tem o swing, o ritmo, o sangue africano&#8230; e a música aqui se difunde de uma maneira muito independente, resistente por ela mesma. </p>
<p><strong>GG:</strong> Fora o reggae, quais outras influências musicais vocês tem? <br /><strong>VM</strong>: Bom&#8230; a banda é bem grande, e cada integrante curte muitos sons diferentes..  Ska, Jazz, Samba, Cumbia, Bossa Nova, Manguebeat, Rock, Afrobeat, Blues, Maracatu..Mas no geral, se juntássemos as influências presentes no nosso som, seriam: Ska, Jazz e Rock&#8230;</p>
<p><strong>GG:</strong>  Qual vocês acreditam ser o papel da música no mundo de hoje? <br /><strong>VM: </strong>A música é pro mundo! Acreditamos que ela tem um papel de muita responsabilidade nesse mundão.. Ela influencia, comove, transmite, causa reflexão, euforia, tristeza, alegria&#8230; Ela não tem um papel definido&#8230; e isso é o que faz ela tão importante!</p>
<p><strong>GG:</strong>  A banda tem realizado muitas apresentações? Quais cidades ficaram marcadas entre essas viagens? <br />VM: Estamos na ativa!! No final do ano de 2012, fizemos uma viagem para o Nordeste, mais precisamente para o Ceará. Lá tocamos em Fortaleza, Jericoacoara, Canoa Quebrada e Taíba. Foi um aprendizado e tanto!! Mas antes disso, tocamos em Ribeirão Preto algumas vezes, inclusive no Festival Fagulha, no mesmo dia do Mundo Livre S/A.. Foi lindo! Também fizemos um som a Assis, na Unesp, na Semana de Liberdade Criativa, em Novembro/2012 . Foi demais!</p>
<p><strong>GG:</strong> Qual a expectativa para o Grito Rock Franca 2013, em sua 4ª edição?<br /><strong>VM: </strong>Pô&#8230; faz tempo que estamos tentando fechar esse rolê né, e agora rolou!! rsrs<em id="__mceDel">Vamo que vamo quebrar tudo nesse Grito Rock e botar a galera pra dançar!</em><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel">Um salve pra galera de Franca e região&#8230;e até o dia 02! Simboooora galera! </em></em></em><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel">Jah Bless!</em></em></em></em></p>
<p><a href="http://www.facebook.com/vindos.damata" target="_blank">Facebook, clique aqui</a></p>
<p> <em id="__mceDel">Vindos da Mata se apresenta no Grito Rock Franca 2013, no sábado 02/03</em></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/C_AdeNwMBg8" height="305" width="540" frameborder="0"></iframe></p>
<p>No dia ainda teremos: Zonbizarro (Belo Horizonte/MG), Tupo Balboa (Santa Rita do Sapucai/MG), Fullgas (Franca/SP)<br />Será no AA. Francana (clube)<br />As 15 hrs<br />R$ 5</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_2013_final_web.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1060" alt="grito_franca_2013_final_web" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_rito.png" width="540" height="756" /></a></p>
<fb:like href='http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevistavindosdamata/' send='true' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida grande'></fb:like>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista Tupi Balboa (Santa Rita do Sapucaí/MG) + Grito Rock Franca 2013</title>
		<link>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-tupibalboa/</link>
		<comments>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-tupibalboa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 17:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Ruiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[grito rock]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Franca]]></category>
		<category><![CDATA[Grito Rock]]></category>
		<category><![CDATA[grito rock franca 2013]]></category>
		<category><![CDATA[instrumental]]></category>
		<category><![CDATA[tupi balboa]]></category>

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		<description><![CDATA[    Tupi Balboa é um power trio de rock instrumental  de Santa Rita do Sapucaí em Minas Gerais. Confere as perguntas que a banda respondeu pra gente:  Guerrilha Gig: Como surgiu a Tupi Balboa? E porquê escolheram esse nome?Tupi Balboa: A Tupi Balboa surgiu em 2009 na cidade de Santa Rita do Sapucaí (MG), apesar [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/tupi-balboa.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1035" alt="tupi balboa" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/tupi-balboa.jpg" width="253" height="282" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: left;">Tupi Balboa é um power trio de rock instrumental  de Santa Rita do Sapucaí em Minas Gerais. Confere as perguntas que a banda respondeu pra gente:</p>
<p style="text-align: left;"><strong> Guerrilha Gig:</strong> Como surgiu a Tupi Balboa? E porquê escolheram esse nome?<br /><strong>Tupi Balboa: </strong>A Tupi Balboa surgiu em 2009 na cidade de Santa Rita do Sapucaí (MG), apesar de já estar fixada em São Paulo(capital). Na época estávamos muito ansiosos em comecar um projeto novo e diferente no cenário em que estávamos vivendo, ou seja, não tinha quase nenhuma banda movimentando som autoral ou música fora dos padrões comerciais. No entanto Santa Rita, mesmo sendo uma cidade pequena, sempre teve muitos músicos de altíssima qualidade e então precisavamos fazer algo a respeito. Eu(Paulo), Thiago(bateria) e Fernando(ex-integrante) já havíamos tocados juntos em vários momentos, principalmente nas jam sessions que acontecia nos aniversários e churrascos . Havia ficado evidente que a química musical que rolava entre a gente era explosiva, o mais puro rock n roll! Foi o melhor que podia acontecer na época. Mais tarde Fernando daria lugar para o nosso atual baixista Victor que veio a acrescentar novos ingredientes pra banda.  O nome Tupi Balboa veio de maneira bem natural e cômica. Eu e o Thiago morávamos numa república de amigos em São Paulo e num dia de domingo á toa em frente a TV, vimos que ia rolar um especial com todos os filmes do Rocky Balboa, ou seja, 8 horas seguidas de Stallone levando porrada!!rs Ao final do dia, com o cerébro dominado pelo clássico jingle do Rocky Balboa, uma amiga mencionou que queria fazer uma banda de Tupicore (Hardcore cantado em tupi guarani)! Comentei o fato com o Thiago e brincamos com a idéia. De repente, pimba, Tupi Balboa! Com isso tinhamos a brasilidade e o soco na cara do rock n roll simultaneamente.rs</p>
<p><strong>Guerrilha Gig:</strong>  Como é o dia-a-dia da banda? Vocês hoje se dividem entre Santa Rita do Sapucaí e São Paulo?<br /><strong>Tupi Balboa:   </strong>O nosso dia-dia é pautado em ensaios semanais. Acreditamos que isso seja a chave do sucesso musical pois cria uma base musical sólida além de uma maior sinergia entre os Tupis. Assim a música fica mais coesa e cultiva-se mais espaço para que os insights brotem com fluidez! Todos os membros da banda estão dedicados 100% á carreira musical e aos seus aos respectivos instrumentos, levando a uma constante expansão da nossa linguagem musical.Ultimamente temos corrido bastante atrás de apresentações em casas noturnas e festivais por todo país. É muito importante que tenhamos sempre shows rolando, pois isso faz com que &#8220;o forno esteja sempre quente&#8221; e que mais pessoas experimentem a sonoridade da Tupi. Quem nao é &#8220;ouvido&#8221; nao é &#8220;tocado&#8221;.rs</p>
<p>Atualmente a banda tem São Paulo como principal local de atuação, pois é na capital que temos maior quantidade do nosso público alvo e dos canais de mídia, que podem divulgar a Tupi Balboa de maneira global. Em Santa Rita nos fixamos temporariamente para realizar diversos shows pelo sul de minas. Mas o mais interessante em Santa Rita é que, além de ser o nosso berço e ter a comida da mamãe(rs), podemos ensaiar envoltos pela natureza, montanhas, céu limpo e cheiro de bosta de vaca(rs). Isso com certeza tem um impacto significativo na nossa inspiração para compor e tocar. Creio que daí veio a forte identificacao pelo Tupi no nome. Nada melhor que música, natureza, cachaça e queijo mineiro juntos.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>GG:</strong>  Como é a cena musical em Santa Rita do Sapucaí? E em São Paulo?<br /><strong>TB: S</strong>anta Rita vive um momento muito antagônico, pois há muitos músicos de qualidade e bom gosto. No entanto, pra se viver de música a opção mais segura é a de optar em fazer música cover ou comercial, tal como sertanejo e axé. Nada contra o estilo e os que optam por esse meio de vida, afinal existe a conta de luz no final do mês, e de fato é muito bom encher a cara e &#8220;bater cabeca&#8221; ao som daquele rock n roll classico(rs). O problema é que para os novatos que estão entrando no mercado fica pouco inspirador se tornar músico tendo essa referência engessada.</p>
<p>Felizmente, vez ou outra pintam bandas covers com projetos dignos de aplausos e também creio que a Tupi tenha inspirado alguns a se aventurarem pelo fantástico mundo da música própria. Acho que ambos, musica autoral e cover, deveriam crescer em harmonia e com qualidade, afinal é com base nas músicas já existentes é que podemos inovar.<br />Em São Paulo, creio que o cenário é um pouco diferente, mas algumas coisas são muito parecidas com o interior. Existem muitas bandas boas por aí, várias propostas diferentes em vários estilos diferentes emergindo a todo momento. Mas tendo em vista a quantidade de bandas e o tamanho da cidade, era de se esperar muito mais bandas boas por aí. Dá pra contar nos dedos as vezes em que presenciei um momento sublime, de parar e falar &#8220;que puta sonzeira!&#8221;. Sim, existem muitas bandas de qualidade, mas tem muita picaretagem por aí (tanto cover quanto autoral).<br />No entanto, fico feliz vendo um novo fenômeno acontecendo no Brasil. Os músicos estão se profissionalizando cada vez mais, se tornando mais conscientes e pró ativos com relação ao seu papel na sociedade. E o mais importante é que isso esta acontecendo em massa pelo país.<br />Creio que o que aconteceu nos EUA e no Reino Unido na década de 70 esteja acontecendo agora no Brasil. Uma formalização da música, se firmando como profissão e não como hobby. Tenho visto muito isso no cenário paulistano.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/nJBQJxZNMi4" height="305" width="540" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: left;"><strong>GG: </strong>Como vocês enxergam fazer música instrumental (rock) hoje no Brasil?<br /><strong>TB: </strong>Quando resolvemos entrar no ramo, soubemos que outras bandas já estavam fazendo o mesmo. Ao conhecermos bandas como Macaco Bong, Aeromoças e outras, ficamos muito felizes em saber que não estávamos sozinhos nesse barco. Percebo que atualmente temos um público cada vez maior apreciando música instrumental. Creio que houve algum movimento do inconsciente coletivo que fizesse isso acontecer. O que o público precisa é só daquele pequeno empurrãozinho pra ver aquele show que o “pegue de jeito”. Tomara que eu esteja certo, mas acho que musica instrumental está em alta!rs</p>
<p style="text-align: left;"><strong>GG:</strong> Quais as diferenças que vocês percebem entre  a música instrumental e a cantada? O instrumental é mais subjetivo? <br /><strong>TB: </strong>Pergunta difícil. Talvez a diferença é que a música instrumental seja uma linguagem na qual se tem maior ênfase nas linhas melódicas executadas pelos instrumentos, são eles que vão ditar a história que irá se desenrolar na música, podendo trazer diversas sensações de acordo com sua execução. Já uma canção, traz um tema atrelado à letra e ao seu conteúdo no qual as emoções se desenrolam a partir do que é cantado. Por exemplo, na música instrumental você pode ficar feliz simplesmente pelo tema tocado ter uma conotação “feliz”, já na canção a felicidade pode ser inspirada pelas palavras que conduzem  a música. Mas ainda acho difícil aceitar essa minha própria afirmativa quando lembro que já dancei e curti várias músicas mesmo não sabendo do que se tratava a letra.rs No final imagino que exista uma imensa subjetividade nos dois. Música é música.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>GG:</strong> Ainda sobre instrumental: Porquê a banda escolheu essa vertente? <br /><strong>TB: </strong>Foi uma necessidade da ocasião. No início criávamos canções e uma porção de riffs. A formação, até então, era um quarteto &#8211; voz, guitarra, baixo e bateria. O baixista da época não estava interessado em continuar o projeto de maneira profissional, o que fez com que o vocalista assumisse seu posto e começasse a atuar também como baxista. Com isso, algumas canções eram muito dificeis pro vocalista tocar baixo e cantar ao mesmo tempo, aí resolvemos brincar com elas sem voz e deu certo! Foi então que comecamos a investir mais a fundo em composições instrumentais e fomos tendo gosto pela coisa. Mas é bom deixar claro que se algum dia pintar alguma voz celestial capaz de furar a alma e se encaixar no nosso som&#8230; quem sabe essa porta não se abre novamente, né?</p>
<p style="text-align: left;"><strong>GG:</strong> Qual a expectativa para apresentação na 4ª edição do Grito Rock em Franca?<br /><strong>TB: </strong>A nossa expectativa é de que as pessoas estejam preparadas pra levar uma bumbada de nosso baterista na orelha! Brincadeira! Queremos que as pessoas estejam de alma aberta para nos receber pois vamos dar de tudo e mais um pouco para que seja uma apresentação memorável! Nada como um publico sedento para experimentar um rock n roll extrapolando os decibéis! Estamos muito ansiosos com esse primeiro encontro!! Nos vemos em Franca Rock City!! Um abraco tupiniquim!!!</p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p><a href="http://tupibalboa.tnb.art.br/" target="_blank">Para ouvir, clique aqui </a></p>
<p><a href="http://www.facebook.com/tupibalboa.official?fref=ts" target="_blank">Facebook, clique aqui</a></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/K4n1g894tn8" height="305" width="540" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: left;">Tupi Balboa se apresenta no Grito Rock Franca 2013, na noite de sábado 02/03<br />No dia, ainda teremos: Zonbizarro(Belo Horizonte/MG), Vindos da Mata (Batatais/SP) Fullgas (Franca/SP)</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1057" alt="grito_franca" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_rito.png" width="245" height="343" /></a></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<fb:like href='http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-tupibalboa/' send='true' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida grande'></fb:like>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista Oito Mãos (Campinas/SP) + Grito Rock Franca 2013</title>
		<link>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-oitomaos/</link>
		<comments>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-oitomaos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 01:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Ruiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[grito rock]]></category>

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		<description><![CDATA[ Oito Mãos é uma banda de Campinas/SP. Com influências variadas, a banda já se estabiliza dentro de uma nova cena nacional. O grupo participou recentemente do programa  &#8217;Onde Pulsa a Nova Música&#8221;, lançou o clipe pela ShowLivre e a festa de lançamento do novo disco da banda teve até matéria no site da globo.  Os [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/oitomaos.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1039" alt="oitomaos" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/oitomaos.jpg" width="576" height="385" /></a></p>
<p> <a href="http://www.oitomaos.com" target="_blank">Oito Mãos</a> é uma banda de Campinas/SP. Com influências variadas, a banda já se estabiliza dentro de uma nova cena nacional. O grupo participou recentemente do programa  &#8217;Onde Pulsa a Nova Música&#8221;, lançou o clipe pela ShowLivre e a festa de lançamento do novo disco da banda teve até matéria no site da globo.  Os campineiros responderam uma entrevista exclusiva para o Guerrilha Gig, confere aí: </p>
<p><strong>Guerrilha Gig:</strong> Como foi formado a Oito Maõs? <br /><strong>Felipe Bier:</strong> A Oito Mãos foi formada há oito anos, quando eu e o Leandro procurávamos pessoas para formarmos uma banda de músicas autorais. Foi quando conhecemos o André, que já compunha e tinha o mesmo objetivo havia muito tempo. O Pompeo veio depois, primeiro como produtor da banda, depois, com a saída do antigo baterista, entrando em seu lugar. Mas o importante, para além do mero encontro, foi entrar de cabeça nesta proposta de composição própria.</p>
<p><strong>Guerrilha Gig:</strong> Como vocês enxergam a cena autoral hoje em Campinas?<br /><strong>Felippe Pompeo:</strong> A cena sempre existiu e sempre existirá. Tanto em Campinas como em qualquer lugar onde se tem lojas de instrumentos musicais e gente afim de se expressar. Atualmente temos grandes bandas e artistas gravando sem parar. Temos grandes produtores musicais gravando discos cada vez melhores tecnicamente falando. Nos shows, às vezes tem publico, às vezes não. Não consigo acreditar que só em Campinas existe uma certa aversão a artistas e bandas que fazem suas próprias canções. Já se foi a época em que o novo era, de fato, novidade. Hoje é tudo muito pasteurizado, inclusive nós da Oito Mãos, então ser muito diferente é algo bem difícil. Se isso tem a ver com o assunto, eu não sei, mas nós, os campineiros, fazemos um rock and roll de ótima qualidade. Claro que há espaço para todos os segmentos, mas eu sou do rock.</p>
<p><strong>GG:</strong> Quais são as influências da banda? O que os motiva a fazer música hoje no Brasil? <br /><strong>Felipe Bier:</strong> A banda tem muitas influências, é até difícil dizer pois somos quatro compositores, cada um ouve coisas bem diferentes e traz detalhes novos para as composições. Mas, claro, há pontos de contato: os Beatles, Oasis e Los Hermanos foram muito importantes quando começamos a banda. Hoje há outras influências, como Clube da Esquina, por exemplo.</p>
<p><strong>GG:</strong> Descobri que o primeiro disco da banda &#8220;Vejo Cores nas Coisas&#8221; foi feito no home estúdio da banda. Como ter um home estúdio influência tanto o processo criativo da banda quanto a questão de gravação? Quais são os prós?  Existem contras? <br /><strong>Felipe Bier:</strong> No caso de uma banda como a nossa, só vejo vantagens em gravar em um home studio. Isto porque o tempo de composição e amadurecimento das músicas é muito importante, isto você nunca vai ter pagando pela hora de um estúdio convencional. Outra coisa positiva é manter mais controle sobre as etapas de produção de um disco: muitas coisas que um profissional de estúdio consideraria no mínimo estranhas para nós soam naturais, é o que buscamos. É claro que há momentos em que a falta de recursos pesa um pouco, mas creio que sejam coisas que conseguimos contornar. O que mais conta para nós é chegar ao fim do trabalho e perceber que tudo aquilo tem a nossa cara.</p>
<p><strong>GG:</strong> O disco &#8216;Aliás&#8217; também foi feito em home estúdio? <br /><b>Felipe Bier: </b>Sim, foi feito com os nossos equipamentos. Mas o processo foi ligeiramente diferente do nosso primeiro disco, pois, ao invés de gravar aos poucos ao longo de um ano, preferimos nos fechar durante uma semana na chácara do Leandro em Amparo para gravarmos tudo de uma vez.</p>
<p><strong>GG:</strong> O show de lançamento do disco &#8220;Aliás&#8221; saiu em matéria até na G1 da globo. Como vocês enxergam essa repercussão?<br /><strong>Leandro Publio:</strong> Acho que a repercussão do lançamento do disco foi e está sendo bem legal, frutos a serem colhidos a longo prazo.O show de lançamento foi muito importante pra nós, mas ele foi apenas um marco pro início do que vamos fazer nos próximos meses,acho que temos aí um longo e divertido ano de lançamento desse trabalho.</p>
<p><strong>GG:</strong> Como surgem as músicas? Vocês fazem bastante jam-sessions? <br /><b>Fellippe Pompeo</b>: Depende da canção. Tem música que vem 70% pronta diretamente do compositor e o restante apenas vai dando a sua cara. Tem canção que surge da lapidação. Mas é algo muito natural, a gente não perde muito tempo em algo que não está funcionado &#8211; é o caso de Linhas de Fogo e Lá se Diz, que antes eram a mesma música &#8211; veja bem, estávamos abertos a várias possibilidades &#8211; mas simplesmente não funcionava a quebra de tempo e de temática, então simplesmente dividimos as duas. Canções em que você vê escrito no encarte como assinada pela banda saíram dessas lapidações. Não diria jam-sessions, porque nada na Oito Mãos sai do nada. Sempre há uma ideia que alguém está trabalhando há dias. </p>
<p><strong>GG:</strong> Como foi a produção do vídeo-clipe de &#8220;passo-a-passo&#8221;? <br /><b>Felippe Pompeo:</b> Foi tranquilo. Passamos o dia todo no apartamento do Bier, onde o clipe foi gravado. Tínhamos um norte em questão de visual e fotografia, que é aquela coisa da luz estourando, dando aquele maravilhoso desconforto do Sol entrando na sala. Abrimos umas cervejas, compramos biscoitos e fizemos café. O Christian Camilo (produtor do clipe) é um dos caras mais legais para se trabalhar, pois ele é aberto a todas as ideias, um cara bem desprovido de ego. </p>
<p><strong>GG: </strong>Como foi participar do&#8221;Pulsa  Nova Música? <br /><b>Felippe Pompeo:</b> Foi tão prazeroso quanto gravar o video clipe, só que dessa vez foi em Amparo, no mesmo lugar onde gravamos o Aliás. Novamente compramos cervejas, biscoitos e café. A gente se diverte fazendo essas coisas, pelo incrível que pareça.<br /><b>Leandro Publio - </b>Uma experiência diferente e com resultados imediatos, que nos abriu a mente para várias possibilidades além de belos videos, tanto que trabalhamos juntos hoje em várias parcerias. São trabalhos muito bonitos produzidos pela hoje &#8220;Pulsa Nova Música&#8221;, quem não conhece, fica aí uma boa dica: <a href="http://www.pulsanovamusica.com.br/" target="_blank">http://www.<wbr />pulsanovamusica.com.br/</a></p>
<p><strong>GG:</strong> Qual a expectativa para a apresentação na 4ª edição do Grito Rock Franca ?<br /><b>Leandro Publio </b>- A expectativa é muito boa. Por ser um festival de grandes proporções, e quem em Franca já chega a sua 4ª edição,esperamos um público acolhedor, e que se interessa por música autoral. Vamos conferir se a cidade do basquete também gosta de rock. <em id="__mceDel">Logo nos vemos por aí! </em></p>
<p><a href="http://www.oitomaos.com/WEB/musicas.php" target="_blank">Para ouvir, clique aqui</a></p>
<p><a href="http://www.facebook.com/oito.maos" target="_blank">Facebook, clique aqui</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/zryhGnLp5tw" height="312" width="540" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p>Oito Mãos se apresenta no domingo (03/03) no Grito Rock Franca 2013 que está dentro da programação do Corredor Cultural de Franca. No dia teremos apresentações dos artistas autorais francanos: Tiago Leitonez e SantaGrama. <br />R$0 </p>
<p><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_rito.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1071" alt="grito_franca_rito" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_rito.png" width="540" height="756" /></a></p>
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		<title>Entrevista Zonbizarro(Belo Horizonte/MG) +  Grito Rock Franca 2013</title>
		<link>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-zonbizarro/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2013 17:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Ruiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[grito rock]]></category>

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		<description><![CDATA[Zonbizarro é um power-trio de rock de Belo Horizonte, Minas Gerais. Seus integrantes tem um histórico de 15 anos na cena autoral nacional, passando por bandas como Festenkois, 4instrumental, Manolos Funk e Natural.  Experiência também não falta no quesito festivais, os músicos já passaram por alguns dos principais festivais independentes do Brasil: MW Rock Festival (Palmas/TO), [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/DSC02537_edit.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1040" alt="DSC02537_edit" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/DSC02537_edit.jpg" width="431" height="290" /></a></p>
<p>Zonbizarro é um power-trio de rock de Belo Horizonte, Minas Gerais. Seus integrantes tem um histórico de 15 anos na cena autoral nacional, passando por bandas como Festenkois, 4instrumental, Manolos Funk e Natural.  Experiência também não falta no quesito festivais, os músicos já passaram por alguns dos principais festivais independentes do Brasil: MW Rock Festival (Palmas/TO), Escambo (Sabará/MG), Rock Feminino (Rio Claro/SP), Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe (Belo Horizonte/MG) e Transborda (Belo Horizonte/MG).</p>
<p>Saca a entrevista exclusiva que eles responderam pro site do Guerrilha Gig. </p>
<p><strong>Guerrilha Gig:</strong> Como se deu a formação da Zonbizarro a e qual a ligação com a antiga banda Festenkois? <br /><b>Zonbizarro: </b> A banda se originou com o fim do Festenkois. Dantas (guitarra) e Luiz (bateria) resolveram fazer algo totalmente novo. Convidaram o baixista Marcelo Sponchiado (ex Manolos Funk, 4 Instrumental) para completar o time.</p>
<p><strong>Guerrilha Gig:</strong> Como vocês enxergam a cena musical hoje em Belo Horizonte?<br /><b>Zonbizarro: </b> Em Belo Horizonte , acredito que assim como em outras cidades, as bandas mais valorizadas pelas melhores casas de show são as bandas que tocam cover. Mas, recentemente, devido ao grande trampo coletivo iniciado pelo coletivo Pegada e pelo Outrorock, para citar alguns exemplos, as bandas têm se unido, inclusive formatando novas propostas de trabalho (Coletivo Reator, MovA BH, Rampa Incubadora), e já vemos uma melhoria significativa nos eventos, a galera está despertando para o novo.</p>
<p><strong>GG:</strong> Quais são as influências musicais da banda? <br /><strong>Z: </strong>Soundgarden, Smashing Pumpkins, At The Drive-In, Metallica, Sepultura, Primus e Black Sabbath.</p>
<p><strong>GG:</strong> Quais são as influências não-musicais da banda? (ideologias, filmes, opiniões, textos, períodos, histórias)<br /><strong>Z: </strong>A gente gosta de tudo que for originário da loucura cotidiana</p>
<p><strong>GG:</strong> O Rock morreu? <br /><strong>Z: </strong>Achamos que o rock mudou muito. Existem as bandas que fazem de forma sincera e os que forçam uma atitude rock. Hoje o rock é agregado a vários estilos musicais. Existem diversas &#8220;caras&#8221; do rock. O rock está presente na música pop, no rap&#8230; seja musicalmente ou atitude de rebeldia, de incosequência. Você vê uma banda tipo o Prodigy, que flerta diretamente com o punk rock e o hardcore, mas que essencialmente é uma banda de música eletrônica. Já o Atari Teenage Riot inventa o &#8220;digital hardcore&#8221;. Novos artistas de música eletrônica, como Skrillex, falam de influência do heavy metal em seus trabalhos. E o caminho inverso também rola. Por exemplo o Muse que agora flerta diretamente com o dubstep em seu último disco. Sem falar nas bandas que estão aí voltando e arrastando multidões tipo Soundagarden, Alice In Chains, At The Drive-In&#8230;</p>
<p><strong>GG:</strong> Quais os planos da Zonbizarro para 2013?<br /><strong>Z:  </strong>Temos o objetivo de gravar nosso 1º disco até o meio do ano, lançar um vídeo clipe e fazer muitos shows, principalmente no interior de Minas e São Paulo. Então nossa intenção dedicar a esses 2 estados, onde já fizemos muitos contatos. Mas é claro que a gente vai correr atrás pra caramba. Onde pintar show, independente do local, a gente vai.</p>
<p><strong>GG: </strong>Rola fazer uma releitura de Hiding to Surf With Sharks do Festenkois pra esse show aqui em Franca? <br /><strong>Z: </strong>A gente teve uma conversa sobre mantermos algumas músicas antigas, mas chegamos à conclusão que não faz sentido. São em inglês, língua que não usamos mais, e por também não fazerem parte da história do Marcelo. Seria algo meio egoísta. A coisa tem que caminhar pra frente. Esperamos que nossa proposta atual agrade a todos aí pois nunca estivemos tão satisfeitos com o que criamos quanto agora.</p>
<p><strong>GG: </strong>Qual a expectativa para apresentação na 4ª edição do  Grito Rock em Franca? <br /><strong>Z: <b> </b></strong><span style="color: #000000;">Estamos muito felizes pelo convite e ansiosos pra tocar. Fomos sempre muito bem recebidos no interior de SP. Nunca estivemos em Franca então a parada vai ter um gosto especial de estreia, ainda mais em um evento tão foda. O Guerrilha tem uma iniciativa que achamos muito foda, que é o lance do gerador. Isso é sensacional e nos lembra das generator parties que o pessoal do Kyuss armava no deserto da Califórnia. Essa ideia de libertação das regras, de transgressão, isso é muito foda. Além disso estamos precisando de tênis novos e dizem que conseguimos os melhores e com os menores preços em Franca. Só alegria!</span></p>
<p><a href="http://zonbizarro.bandcamp.com/album/demo12" target="_blank">Para ouvir, clique aqu</a><br /><a href="http://www.facebook.com/Zonbizarro" target="_blank">Facebook, clique aqui</a></p>
<p><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_rito.png"><img class="size-medium wp-image-1071 alignleft" alt="grito_franca_rito" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_rito-214x300.png" width="214" height="300" /></a>Os mineiros se apresentam no sábado 02/03 no Grito Rock Franca 2013.<br />No clube do A.A.  Francana. <br />Na rua Simão Caleiro, 1408<br />+ Tupi Balboa (Santa Rita do Sapucaí/SP), Vindos da Mata (Batatais/SP), Fullgas (Franca/SP)<br />R$ 5</p>
<fb:like href='http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/entrevista-zonbizarro/' send='true' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida grande'></fb:like>]]></content:encoded>
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		<title>Grito Rock Franca 2013: Não é apenas rock!</title>
		<link>http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/grito-rock-2013/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 13:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Ruiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Fora do Eixo]]></category>
		<category><![CDATA[grito rock]]></category>
		<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[4ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Franca]]></category>
		<category><![CDATA[Grito Rock]]></category>
		<category><![CDATA[pluralidade estética]]></category>

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		<description><![CDATA[                   O Grito Rock não é um festival de rock. Apesar do nome &#8211; que surgiu como metáfora ao grito de carnaval &#8211; um dos principais objetivos do Grito Rock é a diversidade de estilos. O nome é fruto da reação de alguns produtores brasileiros que tentavam [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1071" alt="grito_franca_rito" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/grito_franca_rito.png" width="540" height="756" /> </p>
<p style="text-align: left;">                <span class="aligncenter"> O Grito Rock não é um festival de rock. Apesar do nome &#8211; que surgiu como metáfora ao grito de carnaval &#8211; um dos principais objetivos do Grito Rock é a diversidade de estilos. O nome é fruto da reação de alguns produtores brasileiros que tentavam mostrar que a música autoral e independente não estava morta. A principal força do festival é justamente  incentivar a música autoral, esse é o foco.</span></p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;">             Vale lembrar aqui que o que o Grito Rock é o maior festival integrado do mundo que em 2012 realizou suas atividades em 215 cidades de 15 países(México, Portugal, Argentina, Chile, EUA, entre outros). Nos palcos, o projeto aglutinou bandas de todos os 26 estados do Brasil, bem como do Distrito Federal, que juntas fizeram 1350 shows durante 40 dias. Em 2013 estará em sua 9ª edição integrada o festival levará ao grande público a diversidade musical compreendida na vasta produção brasileira. O Grito Rock se torna mundial 2013 e acontecerá em 300 cidades de 30 países diferentes durante os dias 03 de fevereiro e 10 de março .</p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;">                Em 2013 coletivo Guerrilha Gig realizará a 4ª edição do Grito Rock local nos dias 2 e 3 março e contará com atrações musicais em locais diferentes da cidade. Dentro da proposta de integrar diferentes estilos musicais o evento contará com bandas de rock, storner, hardcore,MPB, reggae, forró,RAP e instrumental. Outra característica marcante dessa edição do Grito Rock Franca é a quantidade de apresentações de artistas francanos no festival. 2013 foi o ano em que o coletivo Guerrilha Gig recebeu o maior número de inscrições autorais de  francanos para o evento, possibilitando um maior número de artistas de Franca inseridos na programação do festival. </p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;"><strong>Sábado &#8211; 02/03, com:</strong><br /><em>Fullgas (Franca/SP)</em><br /><em>Vindos da Mata (Batatais/SP)</em><br /><em>Tupi Balboa (Santa Rita do Sapucaí/MG)</em><br /><em>Zonbizarro (Belo Horizonte/MG)</em></p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;"><em><br />+ intervenção do Grupo Ato Teatro</em><br />+ discotecagem Paz e Dub Seletores e Guerrilha Gig<br />No AA. Francana (clube)<br />Entrada: R$ 5<br />15 hrs as 21:30hrs</p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;"> </p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;"><strong>Domingo &#8211; 03/03, com:<br /></strong>Rito Urbano (Franca/SP)<br />Oito Mãos (Campinas/SP)<br />Santa Grama (Franca/SP)<br />Leitônez (Franca/SP)</p>
<p>+ Exposição Elas de Março <br />+ Cineclube<br />+ Lançamento do Fanzine Corredor Cultural<br />+ Performance Diluída no Ambiente <br />+ Dança do Ventre<br />+ outras atrações do corredor<br />No Corredor Cultural (Praça Carlos Pacheco / Praça do Artistas – Rua Simão Caleiro)<br />R$ 0<br />14hrs</p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;">Teremos entrevistas exclusicas para o Guerrilha Gig com os artistas participantes do Festival  </p>
<p class="aligncenter" style="text-align: left;"> </p>

<fb:like href='http://blog.guerrilhagig.com/2013/02/grito-rock-2013/' send='true' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida grande'></fb:like>]]></content:encoded>
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		<title>Omar Rodriguez Lopez &amp; John Frusciante</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Feb 2013 19:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tuba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discos]]></category>
		<category><![CDATA[Impressões]]></category>
		<category><![CDATA[bandas]]></category>
		<category><![CDATA[John Frusciante]]></category>
		<category><![CDATA[Omar Rodriguez Lopez]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>

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		<description><![CDATA[John Frusciante, ex-Red Hot Chilli Peppers, e Omar Rodriguez Lopez, guitarrista do Mars Volta, embarcam na emocionante tarefa de dividir sonoridades integrando duas cabeças com conteúdos, background e estilos musicais diferentes. O resultado é esse cedezinho que vocês podem comprar, via download digital no site do cara, pela bagatela de U$$ 3,99 – uma pechincha se [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1046" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/Omar-e-John1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1046 " alt="" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/Omar-e-John1-300x300.jpg" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capa: Omar Rodriguez Lopez e John Frusciante</p></div>
<p>John Frusciante, ex-<i>Red Hot Chilli Peppers,</i> e Omar Rodriguez Lopez, guitarrista do <i>Mars Volta</i>, embarcam na emocionante tarefa de dividir sonoridades integrando duas cabeças com conteúdos, background e estilos musicais diferentes. O resultado é esse cedezinho que vocês podem comprar, via download digital no <a style="color: #fa6b04;" href="http://omarrodriguezlopez.bandcamp.com/album/omar-rodriguez-lopez-john-frusciante" target="_blank">site do cara</a>, pela bagatela de U$$ 3,99 – uma pechincha se levarmos em conta a qualidade da obra. Se isso ainda não te convenceu a esvaziar os bolsos, saiba que toda a arrecadação das vendas seria revertida para o projeto social “Keep Music in Schools” (algo como “Mantenham a Musica nas Escolas”), que, como o nome sugere, insiste nos benefícios da educação musical à jovens em período escolar que nem sempre tem essa opção como escolha.</p>
<p>John Frusciante já fez várias parcerias com Omar Rodriguez, entre elas, as mais notáveis foram as contribuições nas gravações de estúdio para os álbuns do <i>Mars Volta</i>, as participações nos projetos solos de Omar, e também a banda de dub com pegada latina, <i>Defacto, </i>na qual os dois dividem espaço com Cedric Bixler, Jeremy Ward e Isaiah “Ikey” Owens, todos também membros da trupe marciana.</p>
<p>Contudo, muitos daqueles que sonhavam acordado &#8211; babando pelos cantos da boca &#8211; com a tão esperada parceria solo desses dois monstros do rock modernoso, tiveram que esperar até 2010 para o lançamento oficial dessa pérola musical &#8211; que fez mais do que jus à longa e ansiosa espera dos fãs. Já em Dezembro de 2010, quando lançado no Japão pela Sleepwell Records, o álbum estourou nas paradas de sucesso, terminando como o segundo mais vendido na lista de Rock Alternativo da Amazon japonesa e como o vigésimo-segundo álbum mais bem vendido na seção mais abrangente de Rock,  esgotando seu estoque em pouquíssimo tempo.</p>
<p>Trata-se de uma gravação minimalista, lo-fi até as vísceras. Foi gravada, segundo conta Omar, em seu quarto na primavera de 2003, utilizando um gravador de fitas de uma polegada. Foi aí também que ele aproveitara para tirar uma foto de John empunhando a guitarra, que mais tarde seria a capa da gravação desse encontro.</p>
<p>Embora na maioria dos casos as gravações minimalistas exijam uma certa coerência  temática &#8211; algo que une todas as musicas e melodias dispersas ao entorno de um eixo temático que dá sentido e qualidade à obra -, o álbum dos dois guitarristas arrisca voos mais ousados ao se desprender de quaisquer  convencionalismos  ou formalidades. Nele, as músicas se parecem mais com uma extensa superposição de camadas musicais – uma espécie de lasanha sonora &#8211; do que com um arranjo mais ou menos ordenado de músicas que gravitam ao redor de um núcleo &#8211; estrutura que faz as obras que obedecem a essa convenção lembrarem a organização dos alinhamentos planetários.<br />  </p>
<p>Não há um centro, um núcleo ou um tema ao redor do qual a obra deveria gravitar. Ao contrário, os dois músicos parecem ter primado pela livre e avassaladora liberdade de criação, respeitando tão somente a intuição e dando rédea solta para o experimentalismo. É, de certa forma, uma gravação na forma de “jam” musical. Contudo, abusar demais do termo “jam” pode dar uma falsa noção de descuidado, ou pior, de falta de labor minucioso sobre as criações desse álbum, o que seria uma imprecisão indesculpável. Há muito cuidado no preparo dessa mistura sonora coloidal, quase palpável. São texturas e mais texturas nas quais os mínimos, os mais ínfimos e quase imperceptíveis detalhes são tratados com um esmero quase obsessivo. </p>
<p>É realmente uma obra que nos surpreende a cada vez que a ouvimos. A frágil aparência que podemos dar ao disco &#8211; e que só se justifica no caso de um primeiro contato eivado de preconceito, quando cremos que se trata de mais uma baboseira experimental sem pé nem cabeça – é de cara desmascarada quando notamos a densidade, quando damos ouvido aos abismos e picos que os músicos nos arremetem no decorrer de cada uma das faixas.</p>
<p>Na primeira e na ultima música, “4:17 am” e “5:45 am” respectivamente, somos presenteados com os solos de tonalidades superpostas (característicos de Omar) sobre uma base melódica colorida (e quase imperceptível) de John, que juntos, dão à música uma característica de paisagem de sonho ou de um ambiente subaquático. Recheada de delays, reverbs e wah-wah’s, a música consegue passar essa noção de elasticidade espacial típica de ambientes surrealistas. (Repare nos ruídos que imitam assovios de pássaros, emitidos pelo sintetizador).</p>
<p>A primeira música abre caminho para o preciso descortinar da segunda, “0=2”, que começa cativando já de cara os ouvintes que acharam a abertura do cd experimental demais. Ela segue um ritmo progressivo mais timbrado do tradicional <i>post-rock</i>. É basicamente marcada por uma sonoridade acústica: um violão marca a melodia enquanto os solos de guitarra dão a segunda textura de cordas, tudo isso sobre um quase imperceptível efeito eletrônico de chiado de fundo.</p>
<p>“LOE” é iniciada por um solo metálico com pegada espacial, para depois cair num ritmo marcado por uma batida eletrônica. O resto da música é uma bela combinação de solos e riffs incomuns que se realçam entre si e se entrosam muito bem com a batida meio hip-hop que leva o swingue da música.</p>
<div id="attachment_1044" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/Omar+RodriguezLopez++John+Frusciante+Omar++Fru.jpg"><img class=" wp-image-1044 " alt="" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/Omar+RodriguezLopez++John+Frusciante+Omar++Fru-300x195.jpg" width="300" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">Omar + John</p></div>
<p>A quarta, “ZIM”, lembra um pouco a atitude da segunda música, em termos de pegada mais progressiva esbanjando raízes <i>post-rock</i>. Dessa vez os sintetizadores e o baixo marcam a levada que é salpicada de lindas melodias e solos rasgados, que parecem cortar a estrutura frágil da mistura toda.    </p>
<p>“VTA” nos apresenta uma bela combinação entre acústica e eletrônica logo no começo, com violões e sintetizadores trabalhando muito bem em conjunto. No decorrer da música podemos ter a sensação que experimentam alguns viciados de heroína após o pico, ou a de um lançamento de foguete rumo ao espaço sideral, pelo fato de que a bela e coesa melodia inicial, aos poucos, vai sendo invadida (ou será que invade?) por uma sonoridade mais psicodélica e absurdamente abstrata, que dá uma sensação de desconexão e de derretimento.</p>
<p>A sexta música, “0”, que juntamente com “0=2” já estava disposta para download desde 2006, é outra faixa que agradará ao menos dispostos a experimentações. Sua sonoridade guitarristica coesa sobre um pano de fundo marcado pelo violão, dão prazer a qualquer um. Ela cumpre, de certo modo, a mesma função que “0=2” se levarmos em conta a posição que ambas ocupam no disco. “0=2” vem logo após uma abertura psicodélica e experimental como se fosse um alívio. “0” parece vir em socorro também, logo após a sensação de desconexão e de derretimento causado pela anterior, “VTA”, fazendo-nos lembrar do que acontece quando uma boa dose de adrenalina corta o transe overdosísitco em que um sujeito está submetido.</p>
<p>Falando em overdoses, derretimentos e coisas associadas ao mundo dos entorpecentes, vale a pena lembrar que tanto John Frusciante quanto Omar Rodriguez tiveram sua cota de envolvimento além da conta com os narcóticos e a heroína, principalmente. Tornaram-se célebres desse período nebuloso de abuso de drogas, tanto as <a style="color: #f3710b;" href="http://www.youtube.com/watch?v=CKc9B-Eh3Ak" target="_blank">entrevistas</a> em que John aparece sobre o efeito de heroína ou crack (ou ambos) como o vídeo-documentário, <a style="color: #fa7004;" href="http://www.youtube.com/watch?v=offcwPTkQyE" target="_blank">“Stuff”</a>, que seus amigos Johnny Depp e Gibson Haynes realizaram após John quase ter morrido em um incêndio iniciado em sua casa em Hollywood.</p>
<p>Não passará despercebido que ambos tentaram recriar esses ambientes de transes narcóticos na sonoridade do álbum, mesmo que não tenham declarado objetivamente nada a respeito. Junto com <i>Shadows Collide With People -</i> obra sublime que marca o período de superação de John sobre o vício das drogas &#8211; e de <i>De-Loused in the Comatorium</i>, do <i>Mars Volta</i> &#8211; que repôs os músicos marcianos nos trilhos da sobriedade após o incidente traumático (que o álbum faz alusão) da morte por overdose de Julio Venegas, amigo dos músicos –, o disco homônimo <i>Omar Rodriguez Lopez &amp; John Frusciante</i> é uma bela volta por cima das adversidades da vida dos músicos e deve ser encarado com o devido respeito que momentos como esse exigem. </p>
<p>Escrito por: Thiago Panini Primolan (Tuba).</p>
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		<title>SantaGrama</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2013 23:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renan Ruiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bandas]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/santagrama.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1031" alt="santagrama" src="http://blog.guerrilhagig.com/wp-content/uploads/2013/02/santagrama.jpg" width="231" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Banda de reggae recém- nascida em Franca  que promete  muitas composições próprias e se apresentará no Grito Rock Franca 2013! <br />Com influências de  Groundation, Ponto de Equilíbrio, Soldiers of Jah Army, Mato Seco, Bob Marley, The Green, Rebelution, Peter Tosh, The Congos, Don Carlos,Veja Luz,Planta e Raiz, a banda procura passar sua mensagem através da música. </p>
<p>Histórico:</p>
<p>Próximo do final de 2012 uma canção foi criada. Gói(vocal/guitarra) mostrou essa idéia para seu amigo Koala(baixo), que abraçou um projeto de usar esta música para xavear em uma rede social. Querendo um som mais completo, Renato(baterista) que sempre desejou tocar em uma banda de reggae foi chamado para fazer parte deste projeto.<br />Depois de tocarem juntos, perceberam que podiam seguir esse projeto adiante para lançar a boa palavra através de suas musicas.<br />Os tempos passaram e na busca de transmitir um sentimento mais completo, Moisses e Matheus se somaram a banda para que houvesse uma ampliação da liberdade musical.<br />SantaGrama é assim, uma irmandade cuja filosofia de vida se agrega a um bem estar interior e coletivo, usando o reggae como meio para propagar a valorização do pensamento individual de Vida e da liberdade humana.<br />A banda pretende lançar seu primeiro Ep o mais breve possível.</p>
<p>Integrantes:</p>
<p>Moisses Brito – Vocal<br />Gói – Guitarra/Backing Vocal<br />Matheus Barbosa &#8211; Guitarra<br />Koala – Baixo<br />Renato Cunha – Bateria</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/pages/Santagrama/338439486264506?ref=ts&amp;fref=ts" target="_blank">Facebook, clique aqui</a></p>
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