Como foi o Grito Rock Franca 2013 (Domingo)

Como foi o Grito Rock Franca 2013 (Domingo)

mar 31

                  Desde que eu comecei a ajudar o Guerrilha Gig – em meados de 2010 – o coletivo demonstrava um grande interesse em conseguir viabilizar  nossas ações com música independente em algum local público  gratuito à população. No decorrer dos anos, esse  interesse ‘guerrilheiro’ aumentava cada vez mais. E foram várias tentativas. Finalmente,  na nossa 4ª edição do Grito Rock na cidade, tivemos esse sonho realizado. No domingo, unimos força com a produção cultural feita pelo pessoal do Corredor Cultural de Franca e  realizamos o Grito Rock na praça Carlos Pacheco, na rua Simão Caleiro, onde além das atrações musicais tivemos dança do ventre, teatro, capoeira, exposições, cineclube, fanzine e chuva. Sim, de novo, chuva.  E o público francano mostrou, mais uma vez, que não é a chuva que impediria o pessoal de sair de casa. Nossa tenda de 100m² ficou pequena pro pessoal que ali estava. E quando a chuva foi embora, a praça ficou  ainda mais lotada, se liga nessa foto: 

intro. domingo

 

Lá pelas 15hrs então, enquanto a querida Angela Pimenta e o Daniel Aguiar conversavam com o público, lá no palco, eram feitos os últimos ajustes para estréia do Grupo de RAP francano: Rito Urbano.

Rito Urbano

rito

                Fiquei extasiado. Não conheço quase nada de RAP e rimas, todavia senti uma sinceridade que eu nunca vi em nenhum artista francano nesses 5 anos de residência aqui na cidade. Além da sinceridade, destacaria outro elemento no grupo: a composição de instrumentos. São 3 caras: Ramon Paradiso nas rimas,  Adriano Chiarella na guitarra (com bases bem abrasileiradas), e Francisco Rinaldi no beatbox. Combinação essa que deu uma característica bem única pros caras e uma mobilidade musical bem interessante. 

                 E  ainda mais surpreendente é o que vos digo agora: foi a primeira apresentação dos meninos. O que não os deixou ansiosos. Pelo menos essa ansiedade não foi perceptível pelo público em geral. Rito Urbano foi capaz de criar uma atmosfera intimista com rap.s carregado de letras indagadoras e mensagem de paz e  união.  No final da apresentação ainda fomos presenteados com belas rimas improvisadas pelo Ramon, que mostrou que além das composições pré-apresentações, também domina o improviso, característico do RAP. 

Oito Mãos
oito maos

                   Falar do show do Oito Mãos no Grito Rock Franca 2013 sem falar na condição meteorológica é impossível. Desde a passagem de som, até a saída dos caras do palco a Praça Carlos Pacheco, no centro de Franca, foi dominado por MUITA CHUVA. Não é brincadeira não, foi MUITA CHUVA MESMO, tempestade diria eu. Tudo ficou cinza, o vento da água entrava por tudo quanto é lado.  E mais um vez, o público francano mostrou sua força, sua beleza. Todo mundo apertadinho no show do Oito Mãos, que veio de lá de Campinas pra enriquecer nosso festival. Claro, ninguém queria perder a apresentação dos caras que era pura vontade em cima do palco, muita volúpia. 

               Sempre quis dizer isso numa resenha, e achei um show perfeito pra exemplificar: Oito Mãos botou todo mundo pra dançar. Debaixo de muita chuva, um show cheio de tesão, e uma empolgação que foi super bem recebida pela platéia, que assistia e dançava música por música, muito atenta. A banda é uma mistura de rock e ritmos brasileiros, com um dialogo muito legal entre as guitarras, bem definidas  e entrosadas. 

SantaGrama
santagrama

                      SantaGrama foi outro grupo francano com estréia em palcos. Aliás, aproveito o momento pra dizer que estamos muito felizes de existirem novos artistas francanos que façam som autoral, e dessa maneira, saim da mesmice mecânica do cover. E felizes também, por conseguir viabilizar uma estrutura bem legal para esses artistas terem espaço dentro da nossa cidade.  

              SantaGrama faz um reggae do interior,  com uma viola afiada nos solos. A chuva agora ficava mais calma, mas o público dançava ainda mais. Apesar da primeira apresentação, SantaGrama nao deixou nada a desejar e com muita responsabilidade e bons músicos, realizou um show de alta performance.  Aliás, seu reggae interiorano foge, até certo ponto, de um  reggae digamos ‘tradicional’ e volto a frisar a presença da viola enquanto elemento distintivo na sua música. 

 

Leitonez
leitonez

                   Leitonez é prata da casa: já há alguns anos é  um dos mais renomados artistas francanos. Com um talento e musicalidade indiscutíveis,  o músico poucas vezes realizou apresentações somente com suas próprias músicas. Fomos atrás dele, que se mostrou super aberto a nossa proposta do som autoral e o resultado foi a finalização do Grito Rock Franca 2013 com chave de ouro. 

                     O cara é o produto dos mais variados estilos e ritmos brasileiros, e seu repertório carrega esse mistura. Com letras ‘cabeça’  e  uma banda extremamente poderosa  (Cizin é, na minha opinião, o melhor baterista de Franca), Leitonez agradou gregos e troianos. Nessa hora, sem chuva e com a praça lotadíssima, tivemos a certeza de dever cumprido. 

 

OBS:  Pessoal, cabe lembrar aqui que dia de domingo do Grito Rock só foi possível graças a nossa união ao movimento corredor cultural de Franca. Graças a eles, nos intervalos das apresentações tivemos dança do ventre, teatro, capoeira, lançamento de zine. Todas essas expressões artísticas enriqueceram o festival de uma maneira única. E merecem destaque em outros textos. 

OBS: O Grito Rock Franca 2013 só foi possível graças a abertura e apoio da FEAC. Agradecemos a sinceridade e atenção de seus gestores. 

 


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