Entrevista Tupi Balboa (Santa Rita do Sapucaí/MG) + Grito Rock Franca 2013

Entrevista Tupi Balboa (Santa Rita do Sapucaí/MG) + Grito Rock Franca 2013

fev 22

tupi balboa

 

 

Tupi Balboa é um power trio de rock instrumental  de Santa Rita do Sapucaí em Minas Gerais. Confere as perguntas que a banda respondeu pra gente:

 Guerrilha Gig: Como surgiu a Tupi Balboa? E porquê escolheram esse nome?
Tupi Balboa: A Tupi Balboa surgiu em 2009 na cidade de Santa Rita do Sapucaí (MG), apesar de já estar fixada em São Paulo(capital). Na época estávamos muito ansiosos em comecar um projeto novo e diferente no cenário em que estávamos vivendo, ou seja, não tinha quase nenhuma banda movimentando som autoral ou música fora dos padrões comerciais. No entanto Santa Rita, mesmo sendo uma cidade pequena, sempre teve muitos músicos de altíssima qualidade e então precisavamos fazer algo a respeito. Eu(Paulo), Thiago(bateria) e Fernando(ex-integrante) já havíamos tocados juntos em vários momentos, principalmente nas jam sessions que acontecia nos aniversários e churrascos . Havia ficado evidente que a química musical que rolava entre a gente era explosiva, o mais puro rock n roll! Foi o melhor que podia acontecer na época. Mais tarde Fernando daria lugar para o nosso atual baixista Victor que veio a acrescentar novos ingredientes pra banda.  O nome Tupi Balboa veio de maneira bem natural e cômica. Eu e o Thiago morávamos numa república de amigos em São Paulo e num dia de domingo á toa em frente a TV, vimos que ia rolar um especial com todos os filmes do Rocky Balboa, ou seja, 8 horas seguidas de Stallone levando porrada!!rs Ao final do dia, com o cerébro dominado pelo clássico jingle do Rocky Balboa, uma amiga mencionou que queria fazer uma banda de Tupicore (Hardcore cantado em tupi guarani)! Comentei o fato com o Thiago e brincamos com a idéia. De repente, pimba, Tupi Balboa! Com isso tinhamos a brasilidade e o soco na cara do rock n roll simultaneamente.rs

Guerrilha Gig:  Como é o dia-a-dia da banda? Vocês hoje se dividem entre Santa Rita do Sapucaí e São Paulo?
Tupi Balboa:   O nosso dia-dia é pautado em ensaios semanais. Acreditamos que isso seja a chave do sucesso musical pois cria uma base musical sólida além de uma maior sinergia entre os Tupis. Assim a música fica mais coesa e cultiva-se mais espaço para que os insights brotem com fluidez! Todos os membros da banda estão dedicados 100% á carreira musical e aos seus aos respectivos instrumentos, levando a uma constante expansão da nossa linguagem musical.Ultimamente temos corrido bastante atrás de apresentações em casas noturnas e festivais por todo país. É muito importante que tenhamos sempre shows rolando, pois isso faz com que “o forno esteja sempre quente” e que mais pessoas experimentem a sonoridade da Tupi. Quem nao é “ouvido” nao é “tocado”.rs

Atualmente a banda tem São Paulo como principal local de atuação, pois é na capital que temos maior quantidade do nosso público alvo e dos canais de mídia, que podem divulgar a Tupi Balboa de maneira global. Em Santa Rita nos fixamos temporariamente para realizar diversos shows pelo sul de minas. Mas o mais interessante em Santa Rita é que, além de ser o nosso berço e ter a comida da mamãe(rs), podemos ensaiar envoltos pela natureza, montanhas, céu limpo e cheiro de bosta de vaca(rs). Isso com certeza tem um impacto significativo na nossa inspiração para compor e tocar. Creio que daí veio a forte identificacao pelo Tupi no nome. Nada melhor que música, natureza, cachaça e queijo mineiro juntos.

GG:  Como é a cena musical em Santa Rita do Sapucaí? E em São Paulo?
TB: Santa Rita vive um momento muito antagônico, pois há muitos músicos de qualidade e bom gosto. No entanto, pra se viver de música a opção mais segura é a de optar em fazer música cover ou comercial, tal como sertanejo e axé. Nada contra o estilo e os que optam por esse meio de vida, afinal existe a conta de luz no final do mês, e de fato é muito bom encher a cara e “bater cabeca” ao som daquele rock n roll classico(rs). O problema é que para os novatos que estão entrando no mercado fica pouco inspirador se tornar músico tendo essa referência engessada.

Felizmente, vez ou outra pintam bandas covers com projetos dignos de aplausos e também creio que a Tupi tenha inspirado alguns a se aventurarem pelo fantástico mundo da música própria. Acho que ambos, musica autoral e cover, deveriam crescer em harmonia e com qualidade, afinal é com base nas músicas já existentes é que podemos inovar.
Em São Paulo, creio que o cenário é um pouco diferente, mas algumas coisas são muito parecidas com o interior. Existem muitas bandas boas por aí, várias propostas diferentes em vários estilos diferentes emergindo a todo momento. Mas tendo em vista a quantidade de bandas e o tamanho da cidade, era de se esperar muito mais bandas boas por aí. Dá pra contar nos dedos as vezes em que presenciei um momento sublime, de parar e falar “que puta sonzeira!”. Sim, existem muitas bandas de qualidade, mas tem muita picaretagem por aí (tanto cover quanto autoral).
No entanto, fico feliz vendo um novo fenômeno acontecendo no Brasil. Os músicos estão se profissionalizando cada vez mais, se tornando mais conscientes e pró ativos com relação ao seu papel na sociedade. E o mais importante é que isso esta acontecendo em massa pelo país.
Creio que o que aconteceu nos EUA e no Reino Unido na década de 70 esteja acontecendo agora no Brasil. Uma formalização da música, se firmando como profissão e não como hobby. Tenho visto muito isso no cenário paulistano.

GG: Como vocês enxergam fazer música instrumental (rock) hoje no Brasil?
TB: Quando resolvemos entrar no ramo, soubemos que outras bandas já estavam fazendo o mesmo. Ao conhecermos bandas como Macaco Bong, Aeromoças e outras, ficamos muito felizes em saber que não estávamos sozinhos nesse barco. Percebo que atualmente temos um público cada vez maior apreciando música instrumental. Creio que houve algum movimento do inconsciente coletivo que fizesse isso acontecer. O que o público precisa é só daquele pequeno empurrãozinho pra ver aquele show que o “pegue de jeito”. Tomara que eu esteja certo, mas acho que musica instrumental está em alta!rs

GG: Quais as diferenças que vocês percebem entre  a música instrumental e a cantada? O instrumental é mais subjetivo? 
TB: Pergunta difícil. Talvez a diferença é que a música instrumental seja uma linguagem na qual se tem maior ênfase nas linhas melódicas executadas pelos instrumentos, são eles que vão ditar a história que irá se desenrolar na música, podendo trazer diversas sensações de acordo com sua execução. Já uma canção, traz um tema atrelado à letra e ao seu conteúdo no qual as emoções se desenrolam a partir do que é cantado. Por exemplo, na música instrumental você pode ficar feliz simplesmente pelo tema tocado ter uma conotação “feliz”, já na canção a felicidade pode ser inspirada pelas palavras que conduzem  a música. Mas ainda acho difícil aceitar essa minha própria afirmativa quando lembro que já dancei e curti várias músicas mesmo não sabendo do que se tratava a letra.rs No final imagino que exista uma imensa subjetividade nos dois. Música é música.

GG: Ainda sobre instrumental: Porquê a banda escolheu essa vertente? 
TB: Foi uma necessidade da ocasião. No início criávamos canções e uma porção de riffs. A formação, até então, era um quarteto – voz, guitarra, baixo e bateria. O baixista da época não estava interessado em continuar o projeto de maneira profissional, o que fez com que o vocalista assumisse seu posto e começasse a atuar também como baxista. Com isso, algumas canções eram muito dificeis pro vocalista tocar baixo e cantar ao mesmo tempo, aí resolvemos brincar com elas sem voz e deu certo! Foi então que comecamos a investir mais a fundo em composições instrumentais e fomos tendo gosto pela coisa. Mas é bom deixar claro que se algum dia pintar alguma voz celestial capaz de furar a alma e se encaixar no nosso som… quem sabe essa porta não se abre novamente, né?

GG: Qual a expectativa para apresentação na 4ª edição do Grito Rock em Franca?
TB: A nossa expectativa é de que as pessoas estejam preparadas pra levar uma bumbada de nosso baterista na orelha! Brincadeira! Queremos que as pessoas estejam de alma aberta para nos receber pois vamos dar de tudo e mais um pouco para que seja uma apresentação memorável! Nada como um publico sedento para experimentar um rock n roll extrapolando os decibéis! Estamos muito ansiosos com esse primeiro encontro!! Nos vemos em Franca Rock City!! Um abraco tupiniquim!!!

 

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Tupi Balboa se apresenta no Grito Rock Franca 2013, na noite de sábado 02/03
No dia, ainda teremos: Zonbizarro(Belo Horizonte/MG), Vindos da Mata (Batatais/SP) Fullgas (Franca/SP)

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