Entrevista Oito Mãos (Campinas/SP) + Grito Rock Franca 2013

Entrevista Oito Mãos (Campinas/SP) + Grito Rock Franca 2013

fev 22

oitomaos

 Oito Mãos é uma banda de Campinas/SP. Com influências variadas, a banda já se estabiliza dentro de uma nova cena nacional. O grupo participou recentemente do programa  ‘Onde Pulsa a Nova Música”, lançou o clipe pela ShowLivre e a festa de lançamento do novo disco da banda teve até matéria no site da globo.  Os campineiros responderam uma entrevista exclusiva para o Guerrilha Gig, confere aí: 

Guerrilha Gig: Como foi formado a Oito Maõs? 
Felipe Bier: A Oito Mãos foi formada há oito anos, quando eu e o Leandro procurávamos pessoas para formarmos uma banda de músicas autorais. Foi quando conhecemos o André, que já compunha e tinha o mesmo objetivo havia muito tempo. O Pompeo veio depois, primeiro como produtor da banda, depois, com a saída do antigo baterista, entrando em seu lugar. Mas o importante, para além do mero encontro, foi entrar de cabeça nesta proposta de composição própria.

Guerrilha Gig: Como vocês enxergam a cena autoral hoje em Campinas?
Felippe Pompeo: A cena sempre existiu e sempre existirá. Tanto em Campinas como em qualquer lugar onde se tem lojas de instrumentos musicais e gente afim de se expressar. Atualmente temos grandes bandas e artistas gravando sem parar. Temos grandes produtores musicais gravando discos cada vez melhores tecnicamente falando. Nos shows, às vezes tem publico, às vezes não. Não consigo acreditar que só em Campinas existe uma certa aversão a artistas e bandas que fazem suas próprias canções. Já se foi a época em que o novo era, de fato, novidade. Hoje é tudo muito pasteurizado, inclusive nós da Oito Mãos, então ser muito diferente é algo bem difícil. Se isso tem a ver com o assunto, eu não sei, mas nós, os campineiros, fazemos um rock and roll de ótima qualidade. Claro que há espaço para todos os segmentos, mas eu sou do rock.

GG: Quais são as influências da banda? O que os motiva a fazer música hoje no Brasil? 
Felipe Bier: A banda tem muitas influências, é até difícil dizer pois somos quatro compositores, cada um ouve coisas bem diferentes e traz detalhes novos para as composições. Mas, claro, há pontos de contato: os Beatles, Oasis e Los Hermanos foram muito importantes quando começamos a banda. Hoje há outras influências, como Clube da Esquina, por exemplo.

GG: Descobri que o primeiro disco da banda “Vejo Cores nas Coisas” foi feito no home estúdio da banda. Como ter um home estúdio influência tanto o processo criativo da banda quanto a questão de gravação? Quais são os prós?  Existem contras? 
Felipe Bier: No caso de uma banda como a nossa, só vejo vantagens em gravar em um home studio. Isto porque o tempo de composição e amadurecimento das músicas é muito importante, isto você nunca vai ter pagando pela hora de um estúdio convencional. Outra coisa positiva é manter mais controle sobre as etapas de produção de um disco: muitas coisas que um profissional de estúdio consideraria no mínimo estranhas para nós soam naturais, é o que buscamos. É claro que há momentos em que a falta de recursos pesa um pouco, mas creio que sejam coisas que conseguimos contornar. O que mais conta para nós é chegar ao fim do trabalho e perceber que tudo aquilo tem a nossa cara.

GG: O disco ‘Aliás’ também foi feito em home estúdio? 
Felipe Bier: Sim, foi feito com os nossos equipamentos. Mas o processo foi ligeiramente diferente do nosso primeiro disco, pois, ao invés de gravar aos poucos ao longo de um ano, preferimos nos fechar durante uma semana na chácara do Leandro em Amparo para gravarmos tudo de uma vez.

GG: O show de lançamento do disco “Aliás” saiu em matéria até na G1 da globo. Como vocês enxergam essa repercussão?
Leandro Publio: Acho que a repercussão do lançamento do disco foi e está sendo bem legal, frutos a serem colhidos a longo prazo.O show de lançamento foi muito importante pra nós, mas ele foi apenas um marco pro início do que vamos fazer nos próximos meses,acho que temos aí um longo e divertido ano de lançamento desse trabalho.

GG: Como surgem as músicas? Vocês fazem bastante jam-sessions? 
Fellippe Pompeo: Depende da canção. Tem música que vem 70% pronta diretamente do compositor e o restante apenas vai dando a sua cara. Tem canção que surge da lapidação. Mas é algo muito natural, a gente não perde muito tempo em algo que não está funcionado – é o caso de Linhas de Fogo e Lá se Diz, que antes eram a mesma música – veja bem, estávamos abertos a várias possibilidades – mas simplesmente não funcionava a quebra de tempo e de temática, então simplesmente dividimos as duas. Canções em que você vê escrito no encarte como assinada pela banda saíram dessas lapidações. Não diria jam-sessions, porque nada na Oito Mãos sai do nada. Sempre há uma ideia que alguém está trabalhando há dias. 

GG: Como foi a produção do vídeo-clipe de “passo-a-passo”? 
Felippe Pompeo: Foi tranquilo. Passamos o dia todo no apartamento do Bier, onde o clipe foi gravado. Tínhamos um norte em questão de visual e fotografia, que é aquela coisa da luz estourando, dando aquele maravilhoso desconforto do Sol entrando na sala. Abrimos umas cervejas, compramos biscoitos e fizemos café. O Christian Camilo (produtor do clipe) é um dos caras mais legais para se trabalhar, pois ele é aberto a todas as ideias, um cara bem desprovido de ego. 

GG: Como foi participar do”Pulsa  Nova Música? 
Felippe Pompeo: Foi tão prazeroso quanto gravar o video clipe, só que dessa vez foi em Amparo, no mesmo lugar onde gravamos o Aliás. Novamente compramos cervejas, biscoitos e café. A gente se diverte fazendo essas coisas, pelo incrível que pareça.
Leandro Publio – Uma experiência diferente e com resultados imediatos, que nos abriu a mente para várias possibilidades além de belos videos, tanto que trabalhamos juntos hoje em várias parcerias. São trabalhos muito bonitos produzidos pela hoje “Pulsa Nova Música”, quem não conhece, fica aí uma boa dica: http://www.pulsanovamusica.com.br/

GG: Qual a expectativa para a apresentação na 4ª edição do Grito Rock Franca ?
Leandro Publio – A expectativa é muito boa. Por ser um festival de grandes proporções, e quem em Franca já chega a sua 4ª edição,esperamos um público acolhedor, e que se interessa por música autoral. Vamos conferir se a cidade do basquete também gosta de rock. Logo nos vemos por aí! 

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Oito Mãos se apresenta no domingo (03/03) no Grito Rock Franca 2013 que está dentro da programação do Corredor Cultural de Franca. No dia teremos apresentações dos artistas autorais francanos: Tiago Leitonez e SantaGrama. 
R$0 

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