Entrevista Alarde (São José dos Campos/SP) + Guerrilha no CDA #9

Entrevista Alarde (São José dos Campos/SP) + Guerrilha no CDA #9

out 16

Alarde é uma banda que me desmontou: 14/05/12

 

Pergunta – Como surgiu a ideia de formar o Alarde? Quais influências (não só musicais) que culminaram na formação da banda?
Resposta – O Alarde surgiu de ensaios diários no quartinho de casa, comigo na guitarra e meu irmão Rodrigo na bateria, isso em 1998, 1999 em São José. Desde então, a influência de bandas como Blemish (SJC/SP), a qual eu assistia os ensaios, shows e me empolgava a ter minha banda também. Bem como, os clássicos do grunge e do rock setentista, como led, doors, hendrix, certamente moldaram nossa personalidade musical…e por que não pra vida?

Mas foi em 2005 em São Paulo, que a banda tomou forma quando conheci o Billy, que assumiu o baixo e contribuiu de forma muito valiosa em nossa caminhada. Trazendo novas influências, e consolidando os arranjos que fizeram parte do nosso primeiro disco, lançado em dezembro de 2009 em São Paulo e prensado pela Pisces Records no início de 2010.
Influências artísticas para indicar, que faziam parte do contexto a época do disco de estréia, são as leituras de Gourdjieff, performances da Marina Abramovic, e uns remédinhos aqui e acolá.

 

P – Como é a cena da música autoral em São José dos Campos? Existe uma quantidade considerável de bandas que compõe? Vocês tocam muito pela cidade?
R- A cena de música autoral atualmente em São José dos Campos é guerreira e sofre da mesma falta de apoio que predomina em todo o país. Têm bandas de vários estilos de rock, hardcore, instrumental, e certamente sobrevivem muito pelo bar Hocus Pocus, que há mais de 15 anos resiste nesse apoio às bandas autorais. Nomes como Abulia, Abrasa, Disco Voador, Pulsaris, Pil Oliveira, Lo fi punk rock, Infraaudio (Jacareí) são alguns do pessoal que está no rolê fazendo seu trabalho.

Regularmente a gente se apresenta em São José, seja no Hocus Pocus, ou em eventos em outras casas, abrimos o show do Ultraje a Rigor há pouco tempo atrás e temos construído um público significativo e sincero pela região.

Porém, o que há sempre de se ressaltar é a falta de apoio do poder público, sec de cultura, ou da dita fundação cultural que aqui funciona como um antro de lobby, corrupção e incompetência, características de praxe que nos deparamos em várias cidades. 

 

P – Vi na matéria do Trama Virtual que o disco “Oitoitenta’’ demorou mais de uma década pra ser feito? Me explica melhor como foi essa produção.
R –  O “Oitoitenta” começou a ser concebido desde os citados ensaios no “quartinho” no fim dos anos 90. Algumas composições como “Não está em mim” e “Distante, tão perto” sobreviveram até 2008, 2009 quando gravamos o disco. Porém, foi em 2005, 2006, que o repertório tomou realmente forma, arranjos e sonoridade apresentados nos shows desde então.

A produção do disco foi feita no Norcal Studios em São Paulo, pelo Brendan Duffey, produtor norte americano que já trabalhou com grandes artistas como Soundgardem, System of a Down, Andreas Kisser, entre outros.

O processo de gravação foi um período de quase exorcismo das canções que compõem o disco. Por ser um primeiro trabalho, teve essa carga emocional acumulada e ansiedade pelo disco de estréia. Mas, foi também, um processo de grande aprendizado e que hoje vejo, nos norteia na busca da sonoridade e evolução das novas canções. 

Documentário “Oitoitenta”

 

 P – Tal disco foi comentado em muitos sites importantes da música nacional (Regis Tadeu no yahoo, Cultura Brasil, Trama Virtual, Dinamite, Zap’n Roll, etc). Vocês alcançaram a dimensão que esperavam?
R- O reconhecimento por importantes sites de música como esses é fundamental para a divulgação do trabalho. As resenhas citadas foram sinceras e captam cada qual da sua forma, um pouco da essência que compõem o “Oitoitenta”. Porém, citações em blogs, sites, na maioria das vezes não são medida para a qualidade de um trabalho. Visto que, em tempos de música pela internet, você se depara algumas vezes com jornalismo musical despreparado, tendencioso, indie-estúpido, até jabá-esmola rola por uma resenha.

Nesse sentido, dentro do mercado independente, vale muito mais demonstrações espontâneas de pessoas que conhecem nosso som em shows ou na contraditória internet, do que qualquer olhar de avaliação que não leve em conta a única coisa que importa: a música.

P – Como foi o contato com Lanny Gordin* para participação na faixa “Amém”?
R- A participação do Lanny no disco é uma benção psicodélica ao nosso trabalho. Um cara com a experiência de vida dele e a história musical tropicalista da qual ele é um dos principais gurus, me serve de referência maior da realidade que um músico desse calibre tem que passar pra sobreviver e ter dignidade no Brasil.

O encontro com ele e o pouco tempo que convivi com o Lanny fizeram com que todo o processo fosse inesquecível, culminando na participação em “Amém”

P – Quais foram as últimas atividades da banda? (lançamentos ?clipes e produção do novo disco? tem circulado bastante?etc)
R –  Estamos prestes a lançar um CD Split com o Hierofante Púrpura, pela Preto Velho Produções, com uma música inédita nossa, uma inédita deles, e duas releituras que uma banda faz de uma música do repertório da outra. É um trabalho marcante de troca musical, amizade e transição pra nós que estamos em fase de pré produção do segundo disco.

Entraremos em estúdio no início do ano que vem e a previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2013. O segundo disco é o passo fundamental pro Alarde, por isso, é nossa prioridade máxima afinar o foco para as composições e arranjos que farão parte desse novo trabalho.

Assim, nesse segundo semestre de 2012, não temos circulado tanto, apenas shows que realmente valham a pena, para conseguir administrar a rotina e centralizar as atenções para o disco que logo virá.

P – Qual expectativa pra apresentação em Franca?
R- Estamos com muita alegria e ansiedade boa em nossa ida pra Franca. Desde o início do ano que tentamos viabilizar essa apresentação do Alarde, e o carinho, atenção que o Guerrilha Gig sempre tratou nosso trabalho, bem como toda a sinceridade de negociação, completam a enorme expectativa que temos de poder trocar experiências com vocês.

Confere os caras ao vivo na TV Trama

 

Alarde toca essa sexta no Guerrilha no CDA #9 

cartaz alarde e mMM


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