Entrevista INI (Sorocaba/SP) + Sunday Sessions

Entrevista INI (Sorocaba/SP) + Sunday Sessions

ago 15

Entrevista com Rafael Ferraz, da banda INI de Sorocaba (SP)

 

P – Quais as principais mudanças que aconteceram desde o primeiro disco ‘Amor e/ou Ódio’ até o ciclo de ‘A Caixa do Macaco’?
R- O primeiro disco tinha músicas compostas desde quando o Rike e Pêu começaram a tocar juntos lá por 2000 e a banda chamava Initieites. Foi produzido de um modo tão lo-fi e tão sincero que carregava uma beleza bruta e ao mesmo uma sensação familiar quase envergonhante, era pop quase brega às vezes e de uma profundidade rara, mas era meio difícil de atingir quem estivesse ouvindo com os preconceitos de quem estava fora daquele lugar e daquela hora, daquela vida que eles (e depois eu) vivíamos no Éden.

Se eles tivessem um suporte profissional pra produzir o “Amor e/ou Ódio” eu seria hoje um roadie muito feliz, é meu palpite.

A Caixa tinha um lance mesmo de renovação. Imagina o que era pra mim acumular algumas dezenas de ideias por anos e de repente poder dar vazão a elas com aqueles caras! Nós começamos a nos abrir pra ouvir mais coisas uns dos outros e pra provocar uns aos outros, e pensar mais no que estava ao nosso redor…. e dai veio a vontade de tocar de diferente, de montar aquelas letras… era uma sede grande de engolir o mundo, a vida e de dizer pras pessoas por favor saiam dai, levantem, se encostem…

P – Como surgem as composições?
R – De vários jeitos. Algumas vem de Jam Sessions, outras surgem prontas, e a banda aprende e já era. Na “Caixa” eu escrevi mais, mas o Pêu e o Rike também compõe, cada um com uma identidade muito massa, e o disco novo vai ter uma música do Dall – ou mais.

 

P –  A Caixa do Macaco ficou entre os 5 melhores discos da DÉCADA eleitos pela revista Cult (ao lado de artistas como Los Hermanos e Racionais MCs). Como foi receber esse prêmio e quais mudanças aconteceram na banda após essa noticia?
R – Foi totalmente inesperado! Estávamos em tour pelo Sul do país quando recebemos a notícia. Foi legal a sensação porque a gente era o disco mais recente da lista, e era muito a nossa viagem explorar formas de tocar e cantar sem medo de errar, de ser pop e ser torto, e mesmo onde nós erramos teve alguma coragem, que sinto que falta na música pop, coragem de não ficar só respondendo ao que já é feito, mas propor alguma coisa.

O que mudou foi que a gente acabou abrindo uma brecha e pudemos ser vistos num certo circuito de gente, informação e lugares, que não é o lugar de onde a gente vem e nem acho que é pra onde a gente vai, uma coisa meio como esbarrar numa elite – não sei por que, nem pra quem – da música de hoje.

P – Como surgiu a possibilidade de uma turnê até o Nordeste do país? E como foi ficar um mês dentro de uma Kombi pelo Brasil?
R – 
Era sonho mesmo. Fazer a “Caixa” foi um processo de transformação na nossa vida. Ensaiávamos 6 dias por semana, gravamos todos os dias por 6 meses. Nossas ideias efervesciam e a gente aprendeu muito um com o outro. Fizemos uns 150 shows de carro entre 2010-2011, passando por todas as maravilhas loucas da estrada juntos.

O Nordeste era então como um rito, uma coisa que marcava uma passagem, algo como o fechamento desse ciclo que mudou a nossa vida e que abriria espaço pra nascerem coisas novas. A gente sabia que voltaria diferente daquilo tudo.

Foi uma experiência genial e sem o Rasgada Sorocaba e o Maurício (do Tijolo) a gente não poderia ter feito.

P – O terceiro disco tem estréia prevista? Existem músicas novas? Vão toca-las em Franca no domingo?
R – 
A gente achou que seria mais simples e sairia em Setembro agora, mas de novo todo mundo tem muitas coisas pra trazer pro disco, tocamos pouco juntos em 2012, o que abriu espaço pra novas experiencias, novas formas de ver o mundo, de tocar sozinho ou com outras pessoas… então decidimos não por data, mas voltar aquele ritmo diário da época da gravação da “Caixa”.

Também não vamos gravar em Sorocaba e nem produzir nós mesmos o disco, vai ser legal ter outro olhar contribuindo.

Musicas novas? Tem umas 6 ou 7 coisas entre eu e o Heraldo, hahaha. Acho que não devemos apresentar ainda. Mas o show tem um clima meio novo, nesse finalzinho. Aliás Franca fecha o rolê.

 P – A banda já se apresentou em Franca duas vezes, como foram essas duas passagens pela cidade?

R – Muito massa! Duas vezes no Inferno, uma delas na Jaboticabeira com Jair Naves e 4Instrumental. Uma pena nao rolar mais shows lá, eu curtia o clima.

P – Qual a expectativa pro retorno?
R – Cara, vai ser o ultimo dos ultimos shows da Caixa. Deuzabençõe ;*

 

 

INI se apresenta esse domingo no projeto realizado entre o Guerrilha Gig e o CDA Motorocker Bar.

Conheça mais sobre o projeto aqui

Evento no ‘feice’ aqui. 

Domingo agora 18 hrs no CDA
3 bandas por apenas 5 moedas nacionais! 

 

 


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