O Linux Presta?

O Linux Presta?

maio 28

Salve salve povo!!!

Devido ao crescente movimento pela adesão do Software Livre por parte do Governo Federal e por parte de agentes que também defendem o uso do SL no serviço público, como no caso de nosso parceiro Clovis Guimarães, a questão da equivalência do Linux em relação ao Windows está no ar.  Segue então um esclarecimento sobre este questionamento escrito por Hamilton Amorim em 2005, mas que ainda segue atual:

Colaboração Clóvis Guimarães.

Porque tanta gente não usa o Linux? Será que o Linux é ruim mesmo?

Autor: Hamilton R. Amorim
Data: 30/04/2005

O Linux é ruim mesmo?

Algumas reclamações comuns das pessoas “anti-Linux” é que o Linux é difícil de usar. Não concordo com isso, isso é uma injustiça.

O Linux tem o mesmo nível de complexidade do Windows ou é até mais fácil de usar.

Dizem que o Windows é intuitivo, que qualquer um consegue usá-lo e que o Linux não é assim, outra falsa idéia plantada na mente do povo.

O que as pessoas não percebem é que elas tiveram que fazer um curso para usar o Windows e o MS Office.

Elas não nasceram sabendo, elas não sentaram na frente do computador e em 5 min estavam usando. Não foi assim.

Elas passaram por um longo processo de aprendizagem através de cursos e mais cursos.

Isso todo mundo esquece. Ninguém lembra disso quando usa o Linux pela primeira vez.

Mostre um MS Office pra quem nunca usou uma dessas “televisões com máquina de escrever que sai na tela”, veja o que acontece.

É isso, o Windows não é fácil de usar!

As pessoas que aprenderam a usar ele à duras penas, seguiram um cursinho desses de esquina por 1 ou mais longos anos, pagando fortunas pra aprender um quase nada: clicar, arrastar, soltar, salvar, etc.

Com o Linux é assim também, pra saber usar tem que freqüentar um curso, as pessoas acham que por saber usar um programa poderão sentar na frente do outro e usar, não é assim.

Quem usa o MS Word não saberá usar um wordPerfect sem esforço de aprendizado e o mesmo acontece com o Open Office.

Conscientizem-se dessa realidade, aprender sozinho não é pra qualquer um, a maioria das pessoas precisa de um curso organizado em aulas seqüenciais, ou não aprendem nada, e saem pelo mundo difamando um ótimo sistema operacional.

Aprendendo em um curso organizado qualquer um pode fazer do Linux o seu sistema operacional diário.

O usuário comum não sabe bem onde acaba o Windows e começa o MS Word. Na mente do usuário comum existe “O computador”, eles não tem muita idéia dessa separação que existe entre os diversos programas.

Na mente do usuário o computador está travando porque já é “meio antigo” e não porque pegou um vírus na internet.

Esse mesmo usuário quer dizer, com autoridade, que o Linux não serve pra ele. Ou seja: não sabe do que está falando.

Linux pra gente de informática x Linux pra usuário comum

Outro ponto de reclamação dos usuários “anti-Linux” é que lendo esses típicos sites de Linux eles acham muito difícil instalar uma simples placa de vídeo, é muito difícil e eles não conseguem fazer, por isso não usam esse sistema operacional.

Agora eu me pergunto: quantos usuários realmente ficam instalando placas, servidores Apache, DNS ou essas coisas em seus computadores de escritórios e domésticos? Acho que bem poucos.

Isso é tarefa de gente curiosa, de técnicos, ou de equipes de manutenção ou de sistemas, ou seja: GENTE DA INFORMÁTICA.

Um médico, um gerente, um porteiro, uma secretário, um professor, uma dona de casa, um estudante secundário, ou qualquer outra pessoa não ligado a área de informática não costuma dar manutenção no sistema operacional ou hardware.

A maioria dos usuários Windows nunca entrou no painel de controle, eles nem sabem que isso existe. Portanto não há motivo pra eles se assustarem com essas fórmulas doidas do Linux, expliquem isso pra eles.

Outro assunto interessante: quantos usuários Windows precisaram configurar um dual-boot antes da “era Linux”? a resposta é obvia.

Hoje vemos uma quantidade imensa de gente se frustrando com Linux por causa da complexidade de um dual-boot.

Pra que um dual-boot? Se vai usar Linux, usa Linux, se vai usar Windows, usa Windows. Configurar dual-boot não é pra usuário, é pra técnico avançado.

É hora de se conscientizar de que o computador não é apenas para profissionais de informática, é pra todo tipo de gente.

E gente de outras profissões não precisam saber configurar dual-boot, nem precisam entender de tcp-ip, iptables, DNS, PHP, Apache, EXT3, JFS e tantas outras coisas que só tem a ver com profissionais de informática.

Não incentivem mais os usuários a configurar um dual-boot no escritório ou em casa só pra experimentar o Linux. Em vez disso, incentivem o uso de live-cds ou em casos mais avançados de experimentação a usar uma máquina de verdade só pra isso.

Linux em máquinas antigas

Esse é o assunto de mais um tópico:

O “Pentium 100MHz” com Linux versus o P4-Gigahertz com Windows XP: o Linux é muito lento!!!

Afirmação muito comum nas empresas.

Eles resolvem dar uma chance pro pinguim, vão montar uma máquina de teste pra ver “qual é a desse Linux”. Pegam os restos de máquinas que não funcionavam mais e montam um franksteim pra avaliar o Linux.

Isso não é inteligente, mas é o que acontece. Qualquer pessoa com 1 grama de cérebro saberia que nessas condições é impossível o Linux ser rápido como o XP. Mas no mundo real essas comparações são comuns. E lá vai mais uma oportunidade de expansão do mundo Linux.

É muito importante por na cabeça das pessoas que já usam Linux que a época do Linux bem sucedido num 386 já era, virou passado. Assim como o Windows já foi bem sucedido num 386 e já não é mais.

O Linux hoje é um sistema operacional pesado, precisa de máquinas rápidas, com muita memória e disco. Aquela coisa de reciclar computador sucata pra usar Linux até funciona com quem já gosta do pinguim, mas não agrada quem está chegando. Ninguém gosta de esperar 15 min pra abrir um Open Office e esperar mais 30 segundos a cada clique.

Se o alvo for um roteador cego e burro a coisa até vai, todos conhecem os gateways Linux leves que cabem em um disquete. Mas se o negócio é KDE + Open Office, esqueça, tem que ter computador equivalente.

Conclusão: é hora de nos conscientizarmos da realidade da distância que há entre os usuários e os técnicos e tendo consciência disso, agir de acordo, levando pros usuários o que eles querem: ligar e clicar.